Cidadania Iguapense


INTERNAUTA

Recebi e compartilho o seguinte e-mail:

 

Reinival,

 

1. Quem será o tal que defende tanto o prefeito, no seu blog? Creio ser alguém ligado ao prefeito, e possivelmente um assessor.

 

2. Alguns ítens que você poderia desenvolver:

 

- Roubo do pedágio (insolúvel): a acusada fica zanzando diariamente pela cidade; recebeu direitos trabalhistas; em que pé anda a coisa (se é que está andando)?

 

- O ministro plenipotenciário Don Giancarllo, que, além de coordenador das Divisões de Cultura, Turismo, Esportes e Eventos, agora assumiu a Oficina Regional Gerson de Abreu. O prefeito que se cuide, senão logo, logo, também perde o lugar...

 

- A sujeira que tomou conta de Iguape: por todos os cantos, todas as ruas, descaso total.

 

- Como anda a denúncia de acúmulo de cargos do sr. Ariovaldo Pires?

 

- Se o custo da ponte já está pago, por que o pedágio continua existindo?

 

Um grande abraço.


Escrito por Reinival Paiva às 18h38
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VALO GRANDE: MILLÔR EXPLICA

O Abridor de Latas

Pela Primeira Vez no Brasil Um Conto Escrito Inteiramente em Câmara Lenta

 

Quando esta história se inicia já se passaram 500 anos, tal a lentidão com que ela é narrada. Estão sentadas à beira de uma estrada três tartarugas jovens, com 800 anos cada uma, uma tartaruga velha com 1200 anos, e uma tartaruga bem pequenininha ainda, com apenas 85 anos. As cinco tartarugas estão sentadas, dizia eu. E dizia-o muito bem pois elas estão sentadas mesmo. 28 anos depois do começo desta história a tartaruga mais velha abriu a boca e disse:

– Que tal se fizéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia desta vida?

– Formidável - disse a tartaruguinha mais nova 12 anos depois - vamos fazer um piquenique?

25 anos depois as tartarugas se decidiram a realizar o piquenique. 40 anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinhas e várias dúzias de refrigerantes, elas partiram. 80 anos depois chegaram a um lugar mais ou menos aconselhável para um piquenique.

– Ah - disse a tartaruguinha, 8 anos depois - excelente local este!

7 anos depois todas as tartarugas tinham concordado. 15 anos se passaram e, rapidamente, elas tinham arrumado tudo para o convescote. Mas, súbito, 3 anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as sardinhas.

Discutiram e, ao fim de 20 anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga menor devia ir buscar o abridor de latas.

– Está bem - concordou a tartaruguinha 3 anos depois -, mas só vou se vocês prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar.

2 anos depois as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em nada, nem no pão nem nos doces. E a tartaruguinha partiu.

Passaram-se 50 anos e a tartaruga não apareceu. As outras continuavam esperando. Mais 17 anos e nada. Mas 8 anos e nada ainda. Afinal uma das tartarugas murmurou:

– Ela está demorando muito. Vamos comer alguma coisa enquanto ela não vem?

As outras não concordaram, rapidamente, 2 anos depois. E esperaram mais 17 anos. Aí outra tartaruga disse:

– Já estou com muita fome. Vamos comer só um pedacinho de doce que ela nem notará.

As outras tartarugas hesitaram um pouco mas, 15 anos depois, acharam que deviam esperar pela outra. E se passou mais um século nessa espera. Afinal a tartaruga mais velha não pôde mesmo e disse:

– Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem.

Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha mais jovem apareceu:

– Ah - murmurou ela -, eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora eu não vou mais buscar o abridor, pronto!

FIM (30 anos depois)

 

Fonte: Millôr Fernandes. Amostra Bem-Humorada. Rio de Janeiro, Ediouro, 1997


Escrito por Reinival Paiva às 19h42
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WEBLOG

Como afirma Augusto de Franco - http://www.e-agora.org.br -, a notícia não é exatamente nova. Mas creio que poderá interessar a muitos e, de modo particular, tenho certeza, a alguns entre nós, aparentemente inconformados com o surgimento e êxito deste Cidadania Iguapense.

Pois que criem o seu blog (o que é muito fácil), e defendam ali os seus pontos de vistas (o que já não é tão fácil, pois exige tê-los), com direito até – e gosto não se discute – às grosserias, malcriações e toda sorte de baixarias que cultivam, sempre sob anonimato.

Segundo nota publicada no caderno Link, do Estado de S. Paulo (31.10.05), a "Internet já conta com 20 milhões de blogs". A expectativa é a de que "o número de blogs deve manter a tendência de dobrar a cada cinco meses". Façam as contas...


Internet já conta com 20 milhões de blogs

O número de blogs na web atingiu a casa dos 20 milhões na semana passada, segundo informações do site de buscas especializado em diários virtuais Technorati (www.technorati.com). A marca histórica foi atingida com o registro de um weblog pertencente a uma escola primária situada na cidade de Reims, na França. No site (http://anquetil.canalblog.com) estão fotos e informações sobre a participação de alunos da instituição em uma corrida de 2 quilômetros. Para o Technorati, o número de blogs deve manter a tendência de dobrar a cada cinco meses.


Escrito por Reinival Paiva às 21h50
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HUMOR IGUAPENSE

Corre na internet a piada abaixo. Posso até estar enganado, mas acho que um dos entrevistados é iguapense. Adivinhem qual...

 

O poder da observação

 

Pedro era um empresário muito bem sucedido. Ele não tinha as orelhas. Certa vez precisou contratar um novo gerente. Selecionou três currículos e marcou as entrevistas.

O primeiro cara era ótimo. Conhecia tudo que era preciso e era muito interessado.

Ao final da entrevista Pedro lhe perguntou:

- Você percebeu alguma coisa diferente em mim?

E o cara respondeu:

- Sim, não pude deixar de reparar que o senhor não tem orelhas.

Pedro não gostou daquela franqueza e mandou-o embora.

O segundo entrevistado era uma mulher e era até melhor que o primeiro cara.

Ao final, entusiasmado, Pedro fez a pergunta:

- Você percebeu alguma coisa diferente em mim?

E ela:

- Bem, você não tem orelhas.

Novamente Pedro se zangou e mandou-a embora.

O terceiro entrevistado... bem, o terceiro entrevistado também era muito bom, jovem, recém-saído da faculdade, inteligente, apresentável e parecia ser melhor homem de negócios que os dois primeiros.

Pedro estava tão ansioso que foi logo fazendo a pergunta fatal:

- Você percebeu alguma coisa diferente em mim?

E para sua surpresa, o jovem respondeu:

- Sim, você usa lentes de contato.

Pedro ficou chocado e disse:

- Que observador incrível você é! Como é possível você saber disso?

E o cara caindo da cadeira de tanto que ria:

- Porque é difícil pra cacete usar óculos sem as orelhas...


Escrito por Reinival Paiva às 20h31
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SENHOR PROMOTOR

Apresento, desta vez, dois requerimentos protocolados na Promotoria Pública local, buscando apuração sobre atos e fatos da atual administração suspeitos de ilegalidade.

REQUERIMENTO (I)

EXMO. SR. DR. PROMOTOR DE JUSTIÇA DA COMARCA DE IGUAPE - CIDADANIA

 

REINIVAL BENEDITO PAIVA, (...), respeitosamente comparece perante V. Exa. para formular a presente representação em face do Exmo. Sr. Prefeito Municipal, Ariovaldo Trigo Teixeira, pelos seguintes motivos:

 

1.O subscritor recebeu, recentemente, cópia do ofício nº 405/2005, dirigido pelo Exmo. Sr. Prefeito Municipal à Câmara Municipal de Iguape, prestando contas da Festa de Agosto/2005.

 

2.Análise perfunctória nas aludidas contas permitiu, ao subscritor, vislumbrar possível ilegalidade. De efeito, nas contas ofertadas pelo Senhor Prefeito, verifica-se algo como “folha de pagamento paralela”, na medida em que alguns assessores, inseridos na folha de pagamento oficial, ocupantes de cargos de confiança, foram agraciados com nova remuneração, citando-se, exemplificativamente, os senhores (...). Não se tem certeza, mas, parece que os senhores (...) e (...), também integram o quadro do pessoal do Município de Iguape.

 

3.Essa dupla remuneração, caso confirmada, representa, inquestionável desvio de dinheiro público, para privilégio de poucos, com inaceitável afronta ao princípio da impessoalidade. Assim, demonstrada a ilegalidade, deverão os agentes devolver aos cofres públicos os valores recebidos indevidamente.

 

4.Consigna-se, ainda, nas contas, “Folha de Pagamento – Funcionários Diversos” e “Folha de Pagamento – Facilitadores Operacionais”, o que também merece ser investigado, na medida em que citação absolutamente genérica.

 

5.Considerando o exposto e com a cópia do documento em anexo, requer sejam efetuadas as investigações pertinentes, para eventual e oportuno ajuizamento de ação civil pública.

 

Nestes termos,

Pede Deferimento.

Iguape, 25 de Novembro de 2005.



Escrito por Reinival Paiva às 20h41
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REQUERIMENTO (II)

EXMO SR DR PROMOTOR DE JUSTIÇA DA COMARCA DE IGUAPE - CIDADANIA

 

REINIVAL BENEDITO PAIVA, (...) comparece perante V. Exa. para ofertar a presente representação contra o Exmo. Sr. Prefeito do Município de Iguape, Ariovaldo Trigo Teixeira, pelos seguintes motivos:

 

1.No dia 15 de Setembro de 2005 o responsável pela Divisão de Transportes deste Município, Sr, Décio Filholino, apresentou ao Departamento de Obras do Município, precisamente ao Sr. MAURO GERVÁSIO, relatório sobre atividades do funcionário João dos Santos Júnior, o qual estaria causando prejuízos materiais ao município, em decorrência de mau uso de veículos públicos.

 

2.Referido relatório, no entanto, e ao que parece, foi levado diretamente a despacho do representado que determinou ao Diretor de Administração “providências legais, urgentes”, na medida em que “os fatos narrados são sérios e merecem apuração e punição se assim couber após legal resultado do apurado” (verbis).

 

3.Até, aí, nada de anormal se verifica. Todavia, no corpo do relatório apresentado, há confissão de que bem público foi cedido gratuitamente para uso de particular, de maneira informal, sem qualquer cuidado da administração. Assim está expresso no relatório: “Quanto ao motor de Arranque, a aproximadamente tres (3) meses passados, quando a W-7, prestava serviços a Prefeitura contratada, foi por mim emprestado o Motor de Arranque, ao Sr. Luiz Ciborgue, pois o dele deu defeito, retirando de uma coletora que estava parada a aproximadamente dois (2) anos, um Chevrolet Custon Vermelho com Placas CZA-6031, até consertar o dele (w-7).

Quando ficou pronto, devolveu o nosso que está guardado no armário deste escritório.” (de acordo com o original).

Pois bem, mesmo tendo tomado ciência da ilegalidade – bem público sendo usado por particular – o representando não tomou qualquer atitude, preferindo, apenas, buscar punição ao motorista (...).

Houve, assim, inquestionável aquiescência com o ato, até porque o representando mantém estreito relacionamento com o tomador do empréstimo (...).

 

4.O relatório incluso é prova irrefutável do quanto se alega, servindo de suporte hábil para que esta douta Promotoria de início a procedimento investigatório apropriado, inclusive, para ouvir todos os envolvidos.

A permissão para particular utilizar bem público se amolda ao figurino legal do artigo 10, caput da Lei 8429/92 (inquestionável desgaste do bem, acarretando perda patrimonial) e inciso II (permitir que pessoa física privada utilize bem público), sem prejuízo à incidência de outros dispositivo legais.

 

5.A concordância do representado com o ato, porque não se manifestou contra, torna inquestionável sua responsabilidade, de tal sorte que a instauração de procedimento adequado para apuração e conseqüente ação civil, é medida de rigor.

 

Nestes termos,

Pede Deferimento.

Iguape, 23 de Novembro de 2005.



Escrito por Reinival Paiva às 20h31
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SENHOR PREFEITO

Apresento quatro ofícios (versões parciais) encaminhados ao Sr. Prefeito Municipal e devidamente protocolados, acerca de questões aqui abordadas:

 

OFÍCIO (I)

 

EXMO. SR. PREFEITO DE IGUAPE

 

REINIVAL PAIVA, (...) comparece perante V. Exa. para, com fundamento no artigo 5º, XXXIII, da Constituição Federal, expor e requerer:

I. Há alguns meses foram publicados no Jornal em Revista extratos de contratos de locações, por este Município, com particulares, de dois imóveis, situados no bairro do Rocio, para atender ao Programa Saúde da Família (PSF).

II. Todavia, até a presente data não se tem notícia de utilização dos imóveis, os quais estariam, ainda, em fase de reformas.

Assim, visando à apuração de eventual irregularidade, solicito a expedição de certidão dos dois contratos de locação, o valor despendido até esta data e, caso tenha havido reforma, o custo e, por fim, o nome do profissional responsável pela obra e respectiva ART.

Requeiro, ainda, seja fornecida certidão da liberação ou concordância da obra pela DIR XVII de Registro e certidão da decisão que dispensou o processo de licitação.

III. A eventual denúncia de irregularidade (que poderá decorrer do fornecimento do documento solicitado) e a defesa do interesse público, contidas neste requerimento, autorizam dispensa no pagamento de qualquer taxa (artigo 1º, III e IV, da Lei 9265/96).

Nestes termos,

Pede Deferimento.

Iguape, 16 de Novembro de 2005.


Escrito por Reinival Paiva às 12h45
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OFÍCIO (II)

EXMO. SR. PREFEITO DE IGUAPE

 

REINIVAL PAIVA, (...) comparece perante V. Exa. para, com fundamento no artigo 5º, XXXIII, da Constituição Federal, expor e requerer o quanto segue:

I. Recentemente foram iniciadas obras na Alameda Bento Neto, visando seu asfaltamento.

II. As obras foram paralisadas, ficando no local tubos de cimento e outros objeto abandonados.

III. Obviamente que, se as obras foram iniciadas, houve precedente dotação orçamentária e licitação para aquisição do material e dos serviços.

IV. Em vista ao exposto e para apurar eventual irregularidade, sirvo-me da presente para solicitar, em forma de certidão: os números de todos os procedimentos licitatórios atinentes à aludida obra, quanto ao fornecimento de material e quanto aos serviços; as especificações de todos os materiais e serviços dos respectivos editais de licitações; os nomes das empresas participantes do processo licitatório; o nome do responsável técnico pela obra.

V. A eventual denúncia de irregularidade e a defesa do interesse público, contidas neste requerimento, autorizam dispensa no pagamento de qualquer taxa (artigo 1º, III e IV, da Lei 9265/96).

Nestes termos, Pede Deferimento.   

Iguape, 16 de Novembro de 2005.

Escrito por Reinival Paiva às 12h43
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OFÍCIO (III)

EXMO. SR. PREFEITO DE IGUAPE

 

REINIVAL PAIVA, (...) comparece perante V. Exa. para, com fundamento no artigo 5º, XXXIII, da Constituição Federal, expor e requerer:

I. As publicações de leis e atos deste município vêm sendo realizadas pelo Jornal em Revista, de Registro, como é público e notório.

II. Considerando a necessidade de se apurar eventual irregularidade nas referidas publicações, é a presente para requerer expedição de certidão consignando o número do processo licitatório em que saiu vencedora a empresa editora do aludido jornal (GVR EDITORA E PUBLICIDADE LTDA), consignando o nome das demais empresas participantes e, ainda, a forma de convocação.

III. A eventual denúncia de irregularidade (que poderá decorrer do fornecimento do documento solicitado) e a defesa do interesse público, contidas neste requerimento, autorizam dispensa no pagamento de qualquer taxa (artigo 1º, III e IV, da Lei 9265/96).

Nestes termos,

Pede Deferimento.

Iguape, 16 de Novembro de 2005.


Escrito por Reinival Paiva às 12h25
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OFÍCIO (IV)

EXMO. SR. PREFEITO DE IGUAPE

 

REINIVAL PAIVA, (...) comparece perante V. Exa. para com fundamento no artigo 5º, XXXIII, da Constituição Federal, expor e requerer:

I. As publicações das leis e atos Municipais, na gestão João Cabral Muniz, foram produzidas em jornais de circulação local.

II. Na época, atendendo requerimento do subscritor, foi informada dispensa de licitação, porque o valor despendido não atingiu o limite exigido por lei.                        

III. Não obstante, desejando continuar investigações sobre as irregularidades nas publicações, novo requerimento foi dirigido à Municipalidade, solicitando: a) relação das empresas, e sócios, responsáveis pelos jornais; b) valor total despendido, desde o início da administração, com as publicações.

O requerimento foi protocolizado sob número 1103/02, mas, até hoje, não foi atendido.

IV. Em vista ao exposto e considerando que persistem os interesses em continuar a investigação da irregularidade, para ajuizamento de eventual ação popular, requer seja expedida certidão, consignando os dados solicitados naquele requerimento, no prazo da Lei (artigo 1º, Lei 9051), sob pena de caracterizar, a omissão, ato de improbidade.

V. Nestes termos, propugnando pela dispensa no pagamento de qualquer taxa (artigo 1º, III e V, da Lei 9265/96),

Pede Deferimento.

Iguape, 16 de Novembro de 2005.


Escrito por Reinival Paiva às 12h24
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JURÉIA

N´O ESTADO DE SÃO PAULO de hoje, por Silvana Guaiume: “Reaberto o debate sobre Juréia: Projeto visa a redefinir normas para a presença de moradores e turistas na reserva, que é patrimônio mundial”. Leia trechos da reportagem:

 

Um projeto de lei apresentado à Assembléia Legislativa de São Paulo [de autoria do deputado Hamilton Pereira] reabriu a discussão sobre o destino da Estação Ecológica da Juréia-Itatins, uma das mais importantes áreas de mata atlântica do Estado e patrimônio mundial, com índice de preservação estimado em 95%. As mudanças propostas dizem respeito à permanência dos moradores na reserva, aos limites da estação e à abertura de novos trechos para visitação.

Cerca de 360 famílias vivem na unidade de conservação, que deveria ter proteção integral. Algumas estão lá há várias gerações. Outras se instalaram após a criação da estação, em 1987 (...). Estima-se que esses novos moradores representem pouco mais de um terço do total de famílias na Juréia.

 

Subsistência - A Secretaria de Meio Ambiente considera a permanência dos moradores tradicionais tolerável, desde que eles não interfiram na preservação, aceitando regras como não plantar e pescar para fins comerciais. O projeto de lei propõe a criação de áreas de desenvolvimento sustentável, onde seriam permitidas atividades que garantam a subsistência dos moradores.

 

Negociações - 'Negociar, negociar, negociar. Se não houver entendimento, em vez de solução teremos turbulência', comentou [José Pedro de Oliveira] Costa [coordenador do processo pela SMA]. Três reuniões ocorreram entre representantes da secretaria, dos moradores e dos deputados para debater o tema. (...) Seja qual for a solução, 'criativa', segundo Costa, ou 'prática', segundo Belisário Júnior [assessor do deputado Hamilton Pereira], ninguém questiona a importância da Juréia, encravada entre cinco cidades (Iguape, Miracatu, Pedro de Toledo, Itariri e Peruíbe). O paraíso litorâneo foi ameaçado pela instalação de um condomínio de luxo e pelo projeto de uma usina nuclear. Resistiu por circunstância. O condomínio acabou embargado pelo projeto da usina, não viabilizada. Ganhou o meio ambiente. Pela importância inegável, a região tem sido usada como base de pesquisas. Atualmente, 89 estão sendo desenvolvidas no local sobre temas diversos. A estação tem 42 funcionários. (continua)


Escrito por Reinival Paiva às 19h44
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(cont.)

´Não tem o que pague viver aqui. É uma vida boa´, diz agricultor

 

Orlando José Tavares, de 41 anos, mora com os pais, a sogra e mulher numa casa pequena cercada de mata. O bisavô chegou ao local vindo do exterior. Nem Orlando sabe dizer exatamente de onde. 'Diz que foi dos Estados Unidos', conta, orgulhoso. A família se instalou na Juréia e sempre viveu no local. Na casa de Tavares não há energia elétrica nem eletrodomésticos. O banho é frio. A água vem diretamente das minas e é consumida sem tratamento. A família até tem uma televisão, que pode ser ligada por tempo limitado, mas quase não vê. O avô de Tavares usava ervas para tratar moradores da região. A diversão de Tavares é tocar música sertaneja, em dupla com o irmão. 'Fizemos um show na cachoeira', conta. A bela cachoeira do Rio Una fica no quintal de Tavares, mas não pode ser visitada por turistas. O espetáculo é exclusivo para os moradores da Juréia. Tavares trabalha como agricultor em propriedades fora da estação ecológica. Freqüenta a casa de parentes em Peruíbe. Mas nunca pensou em deixar o lugar onde nasceu. 'A cidade é artificial, não é um lugar natural, de vida natural. Não tem o que pague viver aqui. É uma vida boa', afirma. Preocupado com o destino dos moradores, o agricultor questionou sobre o projeto de desapropriação do governo. Garantiu que pretende permanecer lá mesmo depois de vender as terras que foram do bisavô, do avô, da mãe e onde vivem hoje três famílias herdeiras.

 

Funcionário da estação ecológica, Leopoldo da Silva Neves, de 56 anos, também pertence à quarta geração de moradores da Juréia. Assim como Tavares, mostrou-se preocupado com a regularização das propriedades e defendeu maior fiscalização da reserva para que não haja riscos à preservação. O servidor contou que trabalhou sete anos fora da Juréia, em fábricas. Voltou para se casar e não saiu mais. 'Os mosquitos são a única coisa ruim daqui', diz.

 

De um lado para outro, ele e Tavares usam barcos para se locomover. Os dois afirmam respeitar as regras de preservação. Mantêm hortas para consumo próprio. Os seis filhos de Neves, com idade entre 32 e 21 anos, deixaram a estação ecológica e moram em cidades da região. Não quiseram seguir o caminho do pai. Ele disse apoiar os filhos, mas explicou que considera a Juréia sua casa. A expectativa é que a população tradicional da reserva vá encolhendo, com a tendência de que as novas gerações busquem outros lugares para viver. (S.G.)



Escrito por Reinival Paiva às 19h43
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UM DEBATE NO ORKUT

Um amigo comentou e, dado que demonstrei interesse, copiou e me enviou uma troca democrática de opiniões, estabelecida no orkut, acerca dos artigos que publico na Tribuna de Iguape. Não sabia até há pouco desse debate, pois não estou no orkut, e em que pese de agosto passado, é bastante instrutivo, à luz de recentes intervenções e do debate esclarecedor que efetivamente se busca aqui. Agradeço à Dra. Larissa Fortes Rizzi a iniciativa e as considerações emitidas, que muito me honram, ao Roberto Fortes, editor da Tribuna de Iguape, e ao Carlos Jr., diretor da divisão municipal de cultura. O debate é em si esclarecedor e dispensa qualquer comentário, até sobre as “tais” cobranças da vida, que dariam um interessante artigo (RP).

 

Reinival - 12/08/2005 - 15:23
Queria parabenizar o jornal "TRIBUNA DE IGUAPE" pelo espaço concedido ao Dr. Reinival para resposta à Exma. Sra. Presidente da Câmara, mantendo seu compromisso com a democracia e com um jornalismo imparcial.
Outrossim, gostaria de cumprimentar o Dr. Reinival pela sua coluna, sempre atualizada, e que nos proporciona o direito à informação, constitucionalmente garantido, sobre os mais relevantes assuntos da política municipal. Abs, Larissa Fortes Rizzi

 

Uma tribuna democrática - 14/08/2005 - 07:36
Larissa, agradeço os elogios. A "Tribuna" continua com suas colunas abertas a quem tem o que dizer, desde que o faça respeitando-se a Lei de Imprensa. Fico feliz com a repercussão que têm os artigos e matérias publicados no jornal. Percebo que Iguape sente-se representada no (e pelo) jornal. Por isso, a responsabilidade aumenta. Roberto Fortes

 

Por outro lado... - 14/08/2005 - 13:50
Olá! Também sou um apaixonado pela liberdade e pela democracia. Sem falar no respeito que eu tenho pela Tribuna de Iguape. Agora, acho bastante triste esse negócio de se confundir informação com fofoca. Que pena que essas coisas ainda aconteçam e que, baseados em amarguras políticas, fiquem jogando ao vento todo o tipo de insanidade. Leio a coluna do Reinival, assim como todas do jornal, já li nos textos dele muitos pontos de vista interessantes, mas muita fofoca nítidamente ligada às desavenças políticas (tão antigas e ultrapassadas)típicas da eterna manutenção do coxo e berne (ninguém merece!). Mas o que é legal em tudo isso, é que esses que vivem amargos e sempre levantando o dedo para os outros, a vida se encarrega de cobrar! E cobra caro!!! Né? Abraços Larissa! Carlos Jr

 

Ué? - 29/08/2005 - 07:13
Ué, Carlinhos, se são insanidades, boatos ou qualquer coisa do gênero, e alguém se sente ofendido, tem o direito constitucional de pedir a reparação de danos. Inclusive, o autor já desafiou publicamente que assim o fizessem. Do contrário, questionamentos vazios, só reforçam as alegações e aumentam a credibilidade do autor. Em quem confio. Abs, Larissa


Escrito por Reinival Paiva às 21h45
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FALTA PÃO E O CIRCO É RUIM QUE DÓI

A formação de uma identidade coletiva pressupõe esforço pedagógico direcionado para o objetivo de construção da cidadania.

 

Tome-se a questão da cultura em Iguape, tratada como via de mão única e a resumir-se, em última instância, à promoção de “eventos para o povo”.

 

Quer dizer, na falta de pão (trabalho), arma-se o circo (diversão), em geral de baixa qualidade.

 

Desconheço a existência de um projeto cultural e mesmo de um calendário anual de eventos, com ênfase em datas e comemorações que afirmem Iguape como pólo irradiador de cultura e fator de atração na região, ao tempo em que nos reinscreva na realidade maior do Estado, de onde estamos há tempos à margem.

 

Ademais, e muito importante, que propicie maiores informações e até oportunidades de ganhos, por que não, à população.

 

Mas não. Agora mesmo, o circo se arma mais uma vez, ao anúncio de uma “grande atração” por ocasião do aniversário da cidade. Atração que, de tanto mudar, já nem se sabe ao certo qual seja, que dirá seu custo.

 

Porém, espocados os fogos de artifícios e encerrado o show pirotécnico, ao povo, mero detalhe e assistente passivo de tudo, ao fim e ao cabo dessa artilharia festiva restará uma cana negra na mão que não serve para nada, enquanto ao município tampouco acrescenta.


Escrito por Reinival Paiva às 19h43
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POESIA NUMA HORA DESSAS?

Recebi esta contribuição crítica, mas muito bem humorada, segundo o autor uma paródia inspirada no conhecido poema “A Casa”, de Vinicius de Morais (1913-1980). Como afirmam os também poetas Antonio Cícero e Eucanaã Ferraz, “Vinicius de Moraes foi um grande poeta: um dos maiores que já tivemos. Ele não está entre os grandes escritores que publicaram apenas algumas poucas páginas extraordinárias; ao contrário, encontra-se entre os raros que publicaram muitas páginas extraordinárias”. E recorde-se ainda o que dizia o grande Manuel Bandeira: “Vinicius (...), homem bem do seu tempo, (tem) a liberdade, a licença, o esplêndido cinismo dos modernos” (citações de: Vinicius de Moraes. Nova Antologia Poética. São Paulo, Companhia das Letras, 2005).

 

A CIDADE

 

Era uma cidade

Muito engraçada

Não tinha alcaide

Não tinha nada

Ninguém podia

Passar nela não

Porque nas vias

Ruía o chão

Ninguém podia

Nem corricar

Porque dinheiro

Não via não

Ninguém podia

Falar em Valo

Meu Bonje Santo

Que confusão

Ninguém podia

Fazer turismo

Porque estradas

Não tinha ali

Mas era tratada

Com muito descaso

Na rua dos bobos

Número zero



Escrito por Reinival Paiva às 19h10
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INCLUSÃO DIGITAL

O governo do Estado assinou no último dia 7 de novembro convênios para implantação do “Acessa São Paulo” em 137 municípios do Estado, que passarão a contar com infocentros – espaços públicos gratuitos para uso de computadores e acesso livre à internet. O valor do investimento é de R$ 2,055 milhões.

 

Doze municípios do Vale do Ribeira foram contemplados, entre eles Iguape e Ilha Comprida. Os demais são Apiaí, Barra do Chapéu, Barra do Turvo, Itariri, Juquiá, Miracatu, Pedro de Toledo, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. A previsão de início de funcionamento é até março de 2006. Hoje, na região, apenas Registro dispõe de infocentro.

 

O “Acessa São Paulo” é um programa de combate à exclusão digital que leva os recursos da internet à população, estimulando o desenvolvimento humano e social. “Crianças, jovens, adultos, todos podem aprender nos infocentros, mesmo aqueles que não possuem computador em casa. Quem aprende informática vai melhor na escola, tem mais facilidade para conseguir emprego. Ele se insere em um mundo cuja marca é o conhecimento”, segundo o governador Geraldo Alckmin.

 

Para concretizar essas ações, foram criados os infocentros, espaços públicos com acesso gratuito e livre à internet. Instituído em julho de 2000, o programa é uma iniciativa do governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Imprensa Oficial e a Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodesp).

 

Cada infocentro é equipado com computadores Pentium III, ou equivalente, e acesso à internet. Em todo o Estado, são 634 mil pessoas cadastradas. Para auxiliar os usuários, as unidades mantêm monitores treinados para atender necessidades específicas, como procurar emprego.

 

Atualmente, o “Acessa São Paulo” conta com 260 infocentros no Estado, sendo 86 na capital, 17 na Grande São Paulo e 157 no interior.

 

Fontes: http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/lenoticia.asp?id=68832 e Jornal Regional, 18.11.05


Escrito por Reinival Paiva às 22h21
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1000

Entre ontem à noite e hoje cedo emplacamos mil acessos. Desde 4 de outubro, quando demos início ao blog, até hoje, 44 dias transcorridos, tivemos uma média de 23 visitas por dia. Oito por cento daqueles que nos visitaram, também votaram, conferindo ao blog nota média 9. Diversos comentários foram feitos, enriquecendo o debate e a discussão aberta dos nossos problemas, numa demonstração inequívoca de exercício da cidadania. Inúmeros e-mails nos foram destinados, todos de apoio e votos de sucesso, alguns ainda com denúncias, que procuramos reproduzir salvaguardando as fontes, pelas bem conhecidas particularidades da situação política de Iguape, de obscurantismo triunfante e das perseguições políticas que buscam sabotar o debate esclarecedor entre nós. Muito obrigado aos amigos, de verdade, e também aos adversários, claro. E a estes de modo particular, dado que sem eles decerto não teríamos tanto assunto. Um dia, quem sabe, eles amadureçam e percebam que a crítica sistemática, contumaz, e às vezes até impiedosa, é também uma forma de afeto – sobretudo a Iguape, onde todos convivemos, e que eles com seus métodos truculentos e falta de propostas atrasam e condenam a um beco sem saída. E como acerca disso não há acordo possível, daí que continuaremos. Iguape é feita por nós; só falta desatar os nós. E alguém já observou que as idéias novas não vencem porque convençam os defensores das velhas idéias, mas sim porque surge uma nova geração que cresce e se afirma com elas. Nosso compromisso é com o futuro. A fila anda. Que não sejamos nós a vencer, que sejam os mais jovens. O importante é que Iguape triunfe enquanto lugar viável e agradável para nós seus moradores, como ainda hospitaleiro para quem busca tranqüilidade com qualidade de vida. Enfim, com perspectivas para todos que a amamos tanto. Salve Iguape!

Escrito por Reinival Paiva às 18h35
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PERGUNTAR NÃO ONERA

Recebi e agradeço o seguinte e-mail:

 

Caro Reinival,

Primeiramente quero elogiar seus artigos e seu blog pela cidadania.

Escrevo para te contar os absurdos que vejo e porque confio em seu trabalho como defensor dos direitos e da cidadania.

Será que a rampa para portadores de deficiência na Praça São Benedito, em frente ao Correio Velho, está de acordo com as normas? Não há nem pintura de sinalização que indique as rampas.

Será que teve licitação para a contratação da empresa GEPAM que presta assessoria na área contábil desde o começo do ano para a Prefeitura?

Obrigado.


Escrito por Reinival Paiva às 18h19
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E A CÂMARA MUNICIPAL, Ó...

É preciso que a Câmara Municipal se mexa. É preciso que a Câmara Municipal investigue. É preciso que a Câmara Municipal cumpra com o seu dever elementar de fiscalização do Poder Executivo.

 

Não é possível que só eu esteja vendo tantas coisas absurdas que acontecem em Iguape. Não é possível que só eu esteja recebendo denúncias. Portanto, chega de omissão.

 

Cadê os vereadores de Iguape, se não todos, pelo menos aqueles que se declaram “oposição”?

 

O que acontece, afinal, em relação aos dois imóveis alugados pela prefeitura, desde abril, para abrigarem as unidades do Programa Saúde da Família (PSF) no bairro do Rocio?

 

Segundo se comenta abertamente na cidade, os proprietários dos imóveis alugados teriam feito doações para a campanha do prefeito. Quer dizer, teriam realizado um investimento que estaria encontrando seu retorno agora. Será isso verdade?

 

Depois, as reformas previstas para os imóveis não fariam sentido e seriam muito dispendiosas, ademais de não contempladas nos respectivos contratos de locação.

 

Pior ainda: os dois imóveis já teriam sido vistoriados e desaprovados pela DIR-Registro, dado que altamente insalubres, e isso nem as reformas conseguiriam atenuar.

 

Quem é o responsável técnico pela execução das obras de reforma? Aliás, existe responsável técnico pelas obras de reforma?

 

Por fim: por que o Programa Saúde da Família ainda não está funcionando no Rocio?

 

Então, como é que fica?

 

Alguma providência foi ou está sendo tomada no âmbito da Câmara Municipal?

 

Algum vereador se dignaria informar?

 

Alô, tem alguém aí?

 

Tóc, tóc, tóc...


Escrito por Reinival Paiva às 18h11
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ACABANDO COM OS "ESPERTOS"

Circula na internet texto atribuído ao escritor João Ubaldo Ribeiro, que já desmentiu sua autoria. Seja quem for o autor, porém, encerra uma interesante provocação. Partindo da premissa de que se “a crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique” e que “agora dizemos que Lula não serve, e o que vier depois de Lula também não servirá para nada”, o problema estaria em nós – nós como povo, pois vivemos no país da “esperteza”.

 

O texto arrola exemplos de “esperteza”, como “molhar a mão do guarda para não ser multado” ou “passar para trás um cliente”. A famosa Lei de Gérson (“é preciso levar vantagem em tudo, certo?”) impera.

 

Não há como deixar de concordar com o texto, pelo menos em parte, e acredito mesmo que essa reflexão precise ser feita.

 

Reflexão que começa por não eximir a responsabilidade dos governantes, sobretudo, pois o exemplo maior deveria, necessariamente, vir de cima, até de modo a qualificar a população, dar-lhe parâmetros.

 

Evidente que não se está a aplaudir a “esperteza” em nenhum nível. O que se está a dizer é que não se pode, para começo de conversa, encobrir as gigantescas falcatruas governamentais, ademais sempre impunes. Até porque, se o dinheiro público fosse bem aplicado, certamente que a sonegação de impostos seria residual, que milhões e milhões de cds e programas piratas não estariam sendo comercializados etc.

 

No mais, não acredito que toda a população trilhe o caminhe da “esperteza” a que alude o texto. Na verdade, o grosso da população tem responsabilidade no varejo, não no atacado.

 

Por isso também cobro e incentivo uma efetiva participação popular na fiscalização dos governantes. Quanto mais críticas (que são imprescindíveis) e erros sendo apontados (que são inescondíveis), melhor controle sobre os políticos e decerto uma dose maior de respeito e consideração da parte deles para com a própria população, que por sua vez se auto-educa nesse processo.

 

A população consciente e organizada pode apresentar proposta de Lei ao Congresso Nacional, às Assembléias Legislativas e às Câmaras Municipais. E que tal inscrever no Código Eleitoral dispositivo considerando crime promessas de campanha não cumpridas?

 

Por fim, lembro ainda um grande problema que enfrentamos, a “venda do voto”. Sim, “venda”, porque não haveria “compra” se não houvesse “venda”. Por uma dose de cachaça, um churrasco, uma conta de luz ou água, um botijão de gás ou promessa de emprego, “espertos” vendem seus votos e depois ficam à míngua.

 

Um dia desses mesmo acabei procurado por um rapaz que veio me consultar se poderia processar determinado vereador, já que havia trabalhado para ele na campanha eleitoral, sob a promessa de emprego e, nem precisaria dizer, jamais cumprida.

 

No mais, como afirma meu grande amigo Belarmino – músico notável, cuja especialidade é o cavaquinho –, só há uma solução para acabar com os espertos: é dar cabo dos trouxas...


Escrito por Reinival Paiva às 20h44
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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Recebi e agradeço o e-mail abaixo. Vou investigar a situação e, como se dizia antigamente, “das informações que for obtendo a respeito inteligenciarei os leitores” (RP).

 

Amigo Reinival,

Na Emenda À Lei Orgânica do Município, de Iguape, no seu artigo 93, Parágrafo 2o. reza:

"Inexistindo o Diário Oficial do Município, as publicações de que trata este artigo (atos, programas, obras, serviços, etc.) serão feitas em JORNAL LOCAL e, na sua inexistência, em jornal regional editado no Município mais próximo, com circulação local."

Parece-me que o alcaide não está cumprindo a lei, no caso.

O que se pode fazer?


Escrito por Reinival Paiva às 11h41
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É A LAMA, É A LAMA, É O FIM DO CAMINHO

No dia 20 de outubro, o Jornal da TV Tribuna, em sua 1a edição, destacou no quadro “O bairro que eu quero”, o bairro Valo Grande de Iguape. A reportagem contou a história do bairro, falou do canal histórico do Valo Grande, da população do bairro estimada hoje em 5 mil pessoas, e ouviu dos moradores que falta lazer, espaço para os idosos, uma praça para as crianças brincarem e calçamento na Alameda Bento Neto.

Sobre o calçamento da Alameda Bento Neto, particularmente, foi ouvida a professora Rosa Namba, proprietária do CCI - Colégio Cidade de Iguape, dos mais renomados estabelecimentos de ensino particular de Iguape e na tal alameda sediado.

Afirmou a professora Rosa Namba na entrevista: “O lamaçal que se forma [quando chove] impede os alunos e professores de chegarem até aqui, muitos chegam atrasados, não tem nem onde pisar, precisa calçamento urgente". Confira:  http://tvtribuna.globo.com/servicos/videos/pordata.asp?select_data=20%2F10%2F2005&Submit2=ok#@

Muito bem. Após a reportagem da TV Tribuna começou uma movimentação inusitada da parte da administração municipal (entenda-se: inusitada só por se mexerem, o que já é motivo bastante de comemoração). Interditaram a rua lá pelas bandas do Valo, escavaram valetas, enfim, um auê danado. Tudo parecia caminhar no sentido do calçamento sonhado. Mas, como se sabe, nem tudo que parece é.

Na licitação que a prefeitura fez para a canalização e drenagem da área, decerto antecedendo o calçamento propriamente, a empresa que orçou um dos itens solicitados, e precisamente um item solicitado e não outro, a saber, tubos de ferro-cimento com determinado diâmetro, não ganhou.

Ganhou uma outra. Requerida cópia da proposta vitoriosa, eis que o preço apresentado claramente não teria como ser o do item especificado. A empresa vencedora, ou melhor, agraciada, claramente não teria como honrar a entrega. Mas, como milagres acontecem (e ai de quem, morando em Iguape, não acredite em milagres, pois já teria há muito entregue os pontos), aguardou-se por um milagre. Mas o fato é que o milagre não se consumou, também porque milagre não está fácil.

Pois determinado dia, chegado o caminhão da empresa vencedora com os tubos a serem entregues, constatou-se simplesmente que os tubos sendo descarregados não eram os tubos licitados. Eram de outra espécie. Para entender: estivéssemos falando de conexões, que nem naquela propaganda da TV, diríamos que eram conexões fajutas, jamais as legítimas conexões Tigre. Ou seja, um mico.

Procurada a prefeitura e o (ir)responsável pela obra, ouviu-se a explicação tão singela quanto espantosa de que entregar uma coisa pela outra, gato por lebre, não teria maior importância, pois a diferença seria compensada em outro material.

A diferença apurada beira os 8 mil reais. Oito mil reais, porém, só nos tubos, um dos itens. Mas há outros itens e portanto outros materiais a serem entregues. E pela lógica da coisa, possivelmente mais diferenças. 

Em resumo: a obra encontra-se parada. A desculpa, digo, a explicação oficial é de que faltam recursos, quando tudo está indicando que os recursos, pelo menos em parte, existiriam, e foram assim dilapidados. Enquanto isso, os tubos da discórdia, de material e especificação diferentes, alguns foram já enterrados, mas outros lá estão à luz do dia por testemunha.

É preciso exumar esse cadáver. É preciso tirar essa história a limpo.

Não é possível acreditar, parodiando o presimente Lulla, que viver em Iguape é puxar todos os dias a descarga do otimismo!


Escrito por Reinival Paiva às 22h14
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E A SAÚDE, Ó...

Recentemente foi agendada cirurgia para uma garotinha de cinco anos, com graves problemas respiratórios em virtude de adenóide.

 

Diante do quadro apresentado pela garota, uma determinada senhora, dessas abnegadas que procuram suprir as enormes carências com que nos brindam sucessivas administrações que castigam Iguape, comunicou ao departamento de Saúde da prefeitura o agendamento da cirurgia, que aliás havia obtido por esforço unicamente próprio, na esperança de conseguir pelo menos a condução para o deslocamento da garota a São Paulo.

 

Inúmeras ligações feitas e tudo aparentemente certo, no dia da cirurgia, nada, absolutamente nada da condução.

 

A garota, simplesmente, perdeu a oportunidade e não fez a cirurgia pela falta de condução.

 

Não é só triste o descaso e a completa omissão em transportar a garota para uma cirurgia que precisa ser feita, e o quanto antes.

 

É revoltante assistir na seqüência à requisição e utilização de uma ambulância para levar um... documento (!) na DIR em Registro, a pretexto de urgência e eventual perda de prazo.

 

Assim são as coisas em Iguape. Assim são as coisas entre nós.

 

As ambulâncias estão a prestar “socorro” a outras ambulâncias que quebram, como anotei em meu artigo mensal na Tribuna de Iguape, quando não a prestar “socorro” para agentes públicos retardatários, que deixam para apresentar documento aos 49 (quarenta e nove) minutos do segundo tempo.

 

Quer dizer, as ambulâncias se prestam a tudo, menos à finalidade de atender as pessoas necessitadas.

 

E para finalizar: um motorista oficial acabou ferido porque o vidro de uma ambulância lhe caiu em cima do braço...

 

Seria cômico, não fosse trágico.


Escrito por Reinival Paiva às 22h23
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COISAS BOAS DA NOSSA TERRA

Reproduzo um texto, informativo e poético, do educador Paulo César Franco, professor de filosofia da rede pública estadual. Paulo César, por dois anos, esteve à frente da inovadora experiência de uma Escola Caiçara no interior da Estação Ecológica Juréia-Itatins, junto à comunidade tradicional da Cachoeira do Guilherme. O texto "Um rio de águas escuras", sobre o rio Comprido ou Una do Prelado, foi publicado pelo tablóide Diário da Galera (Ano II – outubro 2005 – nº 10), das Escolas Monte Carlo (Municipal) e Profa. Judith Sant´Ana Diegues (Estadual), de Ilha Comprida (RP).

UM RIO DE ÁGUAS ESCURAS

O maior rio de águas escuras do Estado de São Paulo corre dentro do município de Iguape. É conhecido como Rio Comprido ou Una do Prelado. Comprido porque, de fato, é bastante longo e Una do Prelado porque nasce na Vila do Prelado, na Juréia, e deságua na Vila da Barra do Una, divisa com o município de Peruíbe. Sua nascente fica atrás do maciço da Juréia, de onde parte com uma porção muito pequena de água. Mas, ao longo de seu trajeto, vários afluentes vão lhe fornecendo águas escuras. Essa característica da água é resultado do contínuo contato com as terras encharcadas e ricas de matérias orgânicas, conhecidas por brejo. Devido a grande quantidade de chuvas que caem na região do Rio Comprido, este nunca fica seco, mas mantém o ambiente altamente úmido. Com isso, nas margens crescem exuberantes e vigorosas vegetações. Dentre elas destaca-se a caxeta, que embeleza a paisagem tanto por suas flores como pelas inúmeras espécies de bromélias que gentilmente hospeda em seus galhos.

 

Durante a década de 1950 foi instalada, em sua margem, uma fábrica, conhecida por “Empresa” para produzir farinha de conchas. Durante sete anos um moinho de conchas, acoplado a um gerador a diesel, funcionava a todo vapor próximo a casqueiros (sambaquis) que forneciam a matéria-prima para a fabricação da farinha de conchas. Além da exploração do sambaqui também se explorava, naquele tirão de mato, a caxeta e o palmito. Essa fábrica atraiu muita gente para a banda do Rio Comprido. Em busca de emprego as pessoas iam morar próximas a tal fabrica e construíam suas casas às margens do Rio. Conta-se que o dono da fábrica reunia as pessoas na sua casa para dançar o fandango que “varava” a noite. É importante lembrar que naquele tempo não havia uma legislação ambiental rigorosa como existe hoje que proibisse a exploração do sambaqui, do palmito e da caxeta. Portanto, as pessoas podiam caçar, derrubar madeiras para plantar e tirar seu sustento. Nesse tempo as pessoas se locomoviam pelo Rio e as canoas eram o meio de transporte comum entre as famílias. O Rio Comprido atraía muitas pessoas para suas margens, isso porque seu leito era abundante de peixes e suas terras marginais eram propícias ao plantio do arroz. Havia muitas famílias por lá. Há até quem diga que o Rio Comprido já foi sinônimo de fartura. No entanto, em 1986 um decreto transformou a região do Rio Comprido em Estação Ecológica, obrigando as pessoas a deixarem suas casas e irem morar nas periferias das cidades.

 

Daí para frente, até hoje, o Rio de águas escuras que outrora fora fonte de sustento para muitas famílias, corre solitário, confundindo-se com a escuridão das noites sem lua, passando pela frente das taperas encaporadas, seguindo seu trajeto rio abaixo até encontrar o oceano para se perder nas imensidões das águas do mar.


Escrito por Reinival Paiva às 17h19
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ELE(I)NI(HIL): NEM LEIS NEM NADA

Segundo entrevista da presidente da Câmara Municipal de Iguape, a dificuldade de os vereadores criarem leis decorreria da “cláusula constitucional de reserva (sic) do Poder Executivo (sic) na iniciativa das Leis”, estando o Poder Legislativo, por isso, engessado.

 

Destarte, por aqui, aqueles que deveriam legislar servem, apenas, para referendar atos do Executivo; quando muito, apresentarem uma emendinha aqui, outra acolá, um requerimentozinho hoje, outro amanhã. No mais é passearem sua humanidade satisfeita com os acintosos salários que recebem, desproporcionais em tudo às alegadas dificuldades de Iguape.

 

E nossa angústia, nosso sofrimento, aumentando, e nossa paciência se esgotando.

 

É imperativo e urgente a necessidade do Legislativo retomar e exercer sua real vocação de legítimo e intérprete da vontade do povo, como poder independente que é.

 

Não pode o Legislativo se furtar a sua maior atribuição: a de editar leis e de controlar o governo, pois, assim despojado, deixa de ser o legítimo defensor dos direitos da cidadania para assumir o papel de mero espectador (quando não de cúmplice e até de autor ele mesmo) de tantas mazelas e artimanhas engendradas em prejuízo da coletividade.

 

Mesmo o entendimento atual, face à conjuntura, no sentido de que a função de controle e de fiscalização do Legislativo na prática tende a sobrepujar a própria função de legislar, e tanto mais que inaugura um "campo novo a ser dinamizado com a experiência dos parlamentos contemporâneos", como ensina o respeitado constitucionalista cearense Paulo Bonavides, não é o bastante para afastar a responsabilidade legislativa e, em última instância, justificar a completa inércia que vem se instalando.

 

Aliás, e bem a propósito, por onde anda nosso Plano Diretor?

 

Bom, talvez eu esteja, realmente, querendo demais, pois no Congresso Nacional projeto de Lei institucionaliza o dia do Saci-Pererê como uma suposta barreira contra o imperialismo norte-americano, ou seja, um contraponto ao Halloween ou Dia das Bruxas. E o autor do projeto é, nada mais nada menos, do que o atual presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebello. Portanto, o exemplo vem de cima.

 

Mas enfim, como lembra o articulista Marcelo Coelho (Folha de S.Paulo, 02.11.05, pg. E-8), in litteris: “(...) tudo bem, se querem que a população acredite em alguma coisa, melhor apostar no Saci do que na inocência de seus correligionários!”

 

É isso.

Escrito por Reinival Paiva às 17h31
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PESCA(DORES)

O Globo de hoje, 08.11.2005, uma confirmação a mais da situação difícil da pesca e dos pescadores, válida para Iguape, e uma demonstração adicional de que o presidente não sabe mesmo de nada, válida para o Brasil (RP).

LULA ANUNCIA PROGRAMA QUE EXISTE HÁ DEZ ANOS

Isabela Martin

FORTALEZA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem como novidade um programa que já existe há mais de dez anos: o seguro-defeso, que paga um salário-mínimo a pescadores entre janeiro e abril, quando eles ficam proibidos de pescar para preservar a reprodução de peixes e crustáceos.

O anúncio foi feito durante o programa “Café com o Presidente”. Lula disse que os pescadores são uma categoria praticamente abandonada no Brasil e que, na época do defeso, não recebem salário.

— Nós estamos tratando de dar o salário-desemprego, estamos tratando de dar o auxílio-maternidade para garantir que as pessoas possam viver condignamente — afirmou Lula.

Mas o seguro-defeso não é invenção do governo Lula. No Ceará e na Bahia, por exemplo, o benefício começou a ser pago em 1992.

— O presidente está por fora — disse o tesoureiro da Federação dos Pescadores do Ceará, José Carlos dos Santos.

Os pescadores já têm uma carteira emitida pelo Ministério da Agricultura. Agora o governo quer fazer a troca por uma da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap). O principal objetivo é eliminar os falsos pescadores. A carteira, emitida pela Casa da Moeda, é protegida de falsificação, segundo Lula. Mas, para os pescadores do Ceará e da Bahia, o recadastramento será ineficaz no combate aos falsos trabalhadores.

Denúncias contra falsos pescadores no Ceará

José Carlos dos Santos explicou que funcionários da Seap no Ceará não estão fiscalizando o recadastramento. São as próprias colônias de pescadores que recebem a papelada, e estariam recadastrando as mesmas pessoas, inclusive quem não vive da pesca. Os dirigentes das colônias não tomaram providências porque temeriam perseguição ou ameaça.

Segundo Santos, há denúncias contra falsos pescadores na Procuradoria Geral da República, na Polícia Federal e na Delegacia Regional do Trabalho, mas nenhuma providência foi tomada. Para se cadastrar numa colônia de pescador, é necessário apresentar uma declaração do proprietário de barco atestando que o trabalhador pesca naquela embarcação.

http://oglobo.globo.com/jornal/pais/189081255.asp


Escrito por Reinival Paiva às 11h03
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LAMBANÇA EDUCACIONAL

A prefeitura está sendo acusada de ter promovido uma lambança em comemoração do Dia do Professor que custou 23,7 mil reais. A grana da educação foi usada sob o pretexto de que seria usada para efetuar pequenas reformas. Com os 23,7 mil reais a turma do prefeito comprou os seguintes insumos educacionais:

100 caixas de cerveja;
360 garrafas de refrigerante de 2 litros;
1,2 mil garrafas de água mineral;
750 quilos de gelo;
400 quilos de carvão;
350 quilos (estimados) de alcatra, fraldinha, contra-filé, lombo, asas de frango, lingüiça e picanha;
e quantidades não determinadas de pão de alho, mandioca, torresminho e cebola.

Moleza, hein?!

Mas calma gente, isso aconteceu em Minas Gerais, a prefeitura é a de Vespasiano e o prefeito, Ademar José da Silva, é do PSDB. De acordo com o Ministério Público de Minas, foi responsável pela operacionalização da esbórnia a empresa Washington Organização e Buffet (Estado de Minas, 28 e 29.10.2005).

Ainda de MG: contratos superfaturados, licitações com cartas marcadas e falsidade ideológica são alguns exemplos de crimes cometidos por prefeitos de cidades mineiras eleitos ou reeleitos em 2004. Dados da Procuradoria de Combate a Crimes Praticados por Prefeitos demonstram que dos 853 municípios de Minas, 284 são investigados por irregularidades administrativas. E o mais preocupante é que os processos foram abertos em 2005. Do total de prefeitos investigados, 170 foram reeleitos e outros 114 eleitos em 2004 (O Tempo, 03.11.2005).

Maiores informações em www.transparencia.org.br

E ainda bem que essas coisas só acontecem lá para os lados de Minas...

Uma boa semana para todos!


Escrito por Reinival Paiva às 20h27
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POUCAS & BOAS (I)

Acaba de chegar às bancas a Tribuna de Iguape de novembro. Reproduzo aqui minha coluna:

 

Gracinha - Audiência pública na Câmara Municipal, no último dia 19, sobre a (má)sorte dos moradores da Reserva Ecológica da Juréia, contou com a presença de deputada do PT mensalullão e, sinal dos tempos, com direito à declaração pomposa de confiança no trabalho que realizam em Iguape o prefeito e a presidente da câmara. Como diria a Hebe, “não é uma gracinha?”

 

Na Justiça - A representação que formulei contra a presidente da Câmara Municipal de Iguape, por promoção pessoal e política indevidas na imprensa, durante a Festa de Agosto, foi aceita pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que contra ela ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Quer dizer, de vez em quando, nem que seja pelo desafio, a gente vence a covardia e aparece.

 

Turismo Legislativo - Diligências (que estão apenas no início) constatam que veículo oficial da Câmara Municipal circunavegou por quase todo o Estado de São Paulo e mais além. E não só transportou doentes, pessoas necessitadas de consultas médicas e candidatos a concursos, mas também familiares em visitas a parentes recolhidos em penitenciárias estaduais e, até, filho que se instalou em Curitiba, com direito a funcionária tomada emprestada (sem autorização) de outra instituição e transformada em faxineira. Nas viagens para outros estados, como o Paraná, os motoristas estavam proibidos de tirar notas fiscais, sob pena de não serem ressarcidos, mas tudo em vão: algumas viagens e despesas já podem ser comprovadas. A luta continua.

 

Atendendo pedido - O dono da empresa Garssa, de Registro, aquela que confeccionou e até hoje não recebeu pelos adesivos das ambulâncias do barulho, pede para “dar mais um cutucão” na prefeitura. O cutucão está dado. Receber, porém, são outros quinhentos.

 

Os trapalhões perdem - A prefeitura depositou, sim, o imposto sindical recolhido dos funcionários municipais, só que na conta da Federação e não do Sindicato dos Servidores, daí a confusão criada. Não tem jeito, até quando fazem certo, erram.

 

Dos males da Saúde (1) - Há certas coisas que só acontecem em Iguape. Dias desses, por volta das 12 horas, uma ambulância quebrou na altura da Toca do Bugio. Mais ou menos às 14 horas, adivinhem só quem veio em socorro da ambulância quebrada? Outra ambulância. Claro, dirão os piadistas de plantão, a ambulância precisava de socorro! Pois então fica combinado assim: quando precisar de ambulância, deve-se ligar para o pátio da prefeitura. Quando precisar de socorro mecânico, deve-se ligar para a Unidade Mist(ic)a.

 

Dos males da Saúde (2) - Duas ambulâncias, uma com ponto no Rocio (Supermercado Nova Vida) e a outra na Avenida Adhemar de Barros (Realce Tintas e/ou ex-escritório da Transcontilha), saem todos os dias, às 6 horas da matina, rumo a Pariquera-Açu e Registro, transportando pessoas necessitadas de exames. Assardinhadas na maca da boléia e com risco de contaminação para as pessoas, as ambulâncias partem violando ainda o Código de Trânsito. Quer dizer, tudo irregular. Se a louraça Angélica conhecesse Iguape, bem que poderia nos imortalizar gravando “Vou de Ambulância”, ao invés de “Vou de Táxi”.

 

Dos males da Saúde (3) - Dia 27 de outubro, quinta-feira, 7 horas da manhã, Unidade Mist(ic)a de Iguape: 56 pessoas, contadas, esperam na fila, para apenas 35 fichas disponíveis. 7 pacientes, sendo 2 da Barra do Ribeira e que de lá saíram às 3 horas da madrugada, esperam desde as 5 horas por um carro que os leve à Pariquera-Açu, para hemodiálise marcada às 6 horas. Depois das 7 são avisados por alguém da prefeitura estar o carro que os levaria na oficina e que outro seria providenciado. Enfim, um típico dia na vida da Saúde de Iguape!


Escrito por Reinival Paiva às 14h41
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POUCAS & BOAS (II)

(cont.)

 

Vai para a Justiça ou não vai? - Há dez meses a prefeitura empurra com a barriga a situação do transporte coletivo municipal. Quatro licitações foram (des)feitas. A última, com três empresas concorrendo, foi um primor de absurdo. O representante de empresa concorrente guardava no bolso, decerto por julgar mais seguro, a procuração que devia constar no envelope junto com a proposta. Já a empresa que está aí, operando “provisoriamente” há dez meses o transporte coletivo, não conseguiu apresentar balanço nem nada de nada da documentação requerida. Em resumo: a licitação foi arbitrariamente invalidada antes da abertura do envelope da terceira empresa. Ganha um citytour em ônibus da Transcontilha quem adivinhar a empresa que mais uma vez acabou prejudicada.

 

Muito estranho - Como noticiei, requeri cópia do contrato formalizado entre a prefeitura e certa sociedade de advogados em Registro. Meu requerimento, de uma página, foi respondido em copiosas 27 laudas, sendo 22 para “justificar” a contratação. Não bastasse, dois dias depois de haver recepcionado meu requerimento, a prefeitura recebeu e acatou um “pedido de rescisão de contrato” pela referida sociedade. Hummm...

 

Às claras - Pelo contrato nº077/2005, a prefeitura contratou por 5 mil e 850 reais um caminhão truck basculante para o transporte de cascalho do bairro Momuna. Três ligações telefônicas depois, para a Polícia Ambiental, o DEPRN e o IBAMA, e fica-se sabendo que não existe autorização para a retirada de cascalho do Momuna. Depois, ainda há quem reclame dos órgãos ambientais estarem instalados em Iguape!

 

Reivindicação mais do que justa - Os funcionários municipais estão se mobilizando para receber seus salários em dia, diante do fato de que quem recebe a partir de 500 reais vê o salário pingar com pelo menos uma semana de atraso. Na verdade, até estão sendo benevolentes, pois, se quisessem poderiam exigir na Justiça as multas previstas em Lei. Quanto aos professores, particularmente, não se entende o atraso, pois a verba do FUNDEF vem sendo creditada regularmente. Ou não?

 

Grita grande - Parece que não agradou muito o fato de a prefeitura agraciar alguns de seus Diretores com um “plus” pela participação na Festa de Agosto. Privilégios assim sugerem análise sob o aspecto da improbidade administrativa.

 

Eu bem que te disse, eu bem que te avisei - Na Tribuna de Iguape de agosto comentei a campanha política conspiratória então em andamento contra o coordenador de Cultura do Vale do Ribeira, razão inclusive por que não se realizou em julho o já tradicional Festival de Inverno de Iguape. Eis que agora o “diário oficial” comemora sua substituição iminente pelo atual diretor municipal de Cultura de Iguape. Logo, logo, vai aparecer a verba que não existia, acontecer o festival que não podia etc. Repito: é tudo muito medíocre, pequeno, vil, mas é mesmo desse jeitinho, como diria meu amigo Zé.

 

Iguape: vocação Turismo? - Agora que ficamos sabendo que Iguape conta em seus estabelecimentos comerciais com 466 mesas de alimentação e 1745 assentos, quem sabe a prefeitura consiga arranjar uma simples mesa e cadeira para o chefe da Divisão de Turismo!

 

Gato em telhado de zinco quente - Pelo que se vê e ouve, nem vai ser preciso abaixo assinado, como o sátrapa teria sugerido aos descontentes. O cardápio está pronto: churrasquinho de gato, refrigereco para beber e um bolinho para adoçar a boca, de sobremesa.

Blog – Na prática um desdobramento da coluna mensal que mantenho há tempos nesta Tribuna de Iguape, criei um blog na internet, http://iguape.cidania.zip.net, uma experiência nova para mim, mas que tem se revelado interessante e compensadora. Trata-se de uma tribuna de reflexões e debates sobre Iguape, aberta a todos, incluindo os críticos, sem distinção. Em que pese sua pouca divulgação, em um mês foram quase 500 acessos e, entre os que votaram, a nota média conferida ao blog é de 8,5. Diversos comentários vêm sendo feitos no próprio blog. Algumas pessoas recorrem ao meu e-mail pessoal e pedem reserva em relação aos comentários que fazem, daí que algumas vezes nomes não sejam citados. A partir de agora, notas que em razão do tamanho do espaço que me é cedido de forma graciosa e democrática pela Tribuna de Iguape, não couberem aqui, aparecerão lá.



Escrito por Reinival Paiva às 14h38
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BR-116

Da Folha de S. Paulo de hoje: 

 

BURACO NA PISTA

 

Liminar fixa prazo para governo federal recuperar trecho de SP. Justiça dá 6 meses para a Régis ser duplicada

 

O governo federal terá de concluir, em até seis meses, as obras de duplicação e restauração do trecho paulista da BR-116, a rodovia Régis Bittencourt. A estrada liga São Paulo e Curitiba.

A determinação está em uma liminar concedida na sexta passada pela juíza Luciana de Souza Sanchez, da 10ª Vara Federal de São Paulo, e divulgada ontem.

O prazo de seis meses será contado a partir da notificação oficial do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes). Caso o órgão federal não cumpra a determinação, deverá pagar uma multa diária de R$ 100 mil, conforme a liminar.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Dnit para saber se o órgão pretende recorrer da decisão, mas o departamento não ligou de volta até a conclusão desta edição.

Na decisão, a juíza considerou a demora na conclusão das obras "flagrantemente inconstitucional" pois põe em risco a vida dos usuários. Ela estipulou o prazo de seis meses para o fim de obras como recapeamento, recuperação da sinalização, da iluminação, do sistema de drenagem e do asfalto, além do realinhamento e da reposição das defensas laterais.

Mesmo em trechos nos quais há pendências ambientais, será exigida a conclusão das obras de sinalização e de recapeamento.

Entre fevereiro e julho deste ano, o procurador da República Márcio Araújo, que pediu a liminar, registrou em fotografias as condições "de descaso" da rodovia. Em alguns trechos, falta sinalização vertical e horizontal, não há defensas laterais, o asfalto apresenta buracos ou ondulações por falta de manutenção e o mato invade o acostamento.

Os problemas também atingem as passarelas para pedestres e as alças de acesso às cidades. Várias delas nem sequer foram concluídas, diz Araújo.

"Quando mantém a rodovia adequada, o Estado cumpre com uma série de deveres com todos que dependem dela. São pessoas que, por exemplo, têm casa às margens da via, a atravessam a pé e precisam dela para chegar a algum lugar ou exercer uma atividade econômica". (GABRIELA MANZINI, da Folha ONLINE).


Escrito por Reinival Paiva às 15h09
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PREFEITO LAÉRCIO RIBEIRO

Ontem, Dia de Finados, caracterizou-se ainda pelos 21 anos do fatídico acidente que vitimou Laércio Ribeiro, então prefeito de Iguape. Com esse pensamento e buscando homenageá-lo, socorri-me do respeitado historiador iguapense e editor da Tribuna de Iguape, Roberto Fortes – ora trabalhando um livro a ser lançado proximamente, Vultos Iguapenses –, e que prontamente me repassou alguns dados biográficos desse importante político iguapense, dos maiores que Iguape conheceu em sua história (RP).

                                                      * * * * *

Nasceu em Iguape, no dia 14 de junho de 1936, filho do respeitado comerciante Miguel Ribeiro Sobrinho e d. Maria Rosa Ribeiro, sendo irmão da professora Dinei Ribeiro e do comerciante Neuse Ribeiro.            

 

Durante sua juventude, cursou a Escola de Agricultura de Itapetininga, onde se formou técnico em agricultura e pecuária. Entretanto, não pôde se estabelecer nesse setor, em virtude do falecimento de seu pai, tendo então de gerenciar os negócios deixados por ele.

 

Iniciou sua militância política no extinto PSP, onde exerceu o cargo de vice-presidente por duas vezes. Extintos os partidos políticos e reestruturados outros, após a Revolução de 1964, ingressou na extinta ARENA (Aliança Renovadora Nacional), exercendo por toda a sua existência o cargo de delegado à convenção regional.

 

Pela Fundação Prefeito Faria Lima, participou de diversos cursos, que tiveram grande utilidade em sua vida pública, tais como: Tributação, Administração Pública, Legislação, Relações Humanas no Trabalho, entre muitos outros.

 

Foi vereador em três legislaturas consecutivas, nos anos de 1964-1968, 1969-1972 e 1973-1976, destacando-se como um ativo defensor dos interesses do povo iguapense.

 

Em 15 de novembro de 1976, candidatou-se ao cargo de vice-prefeito, na chapa do hoje já lendário prefeito Carlos Fausto Ribeiro, saindo a chapa vitoriosa por consagradora votação.

 

No período de abril a outubro de 1980, quando substituiu o então prefeito Carlos Fausto Ribeiro, afastado temporariamente do cargo por motivo de saúde, Laércio Ribeiro demonstrou suas qualidades de administrador.

 

Dotado de bom relacionamento com diversos segmentos da população iguapense e pessoas aqui radicadas, com políticos e autoridades, tanto da esfera municipal como também estadual e federal, nunca deixou escapar oportunidade de reivindicar melhorias em favor de seu município.

 

Não havia repartição pública, nem escalão do governo, onde ele não conhecesse alguém e onde não fosse conhecido, sendo sempre bem recebido pelos mais eminentes políticos nacionais.

 

Em 15 de novembro de 1982, tendo como vice-prefeito o sr. Plínio Roberto Costa, Laércio Ribeiro foi  eleito prefeito de Iguape por expressiva votação. Em menos de dois anos de administração, destacou-se pelo seu dinamismo e realização de obras, marcas aliás características de sua personalidade agitada.

 

Entre as principais obras de seu curto governo, destacam-se o calçamento de ruas na Vila Garcez e no Canto do Morro; início das obras da Ponte da Ilha Comprida (que, com justiça, após concluída e inaugurada, foi chamada de Ponte Prefeito Laércio Ribeiro); início das obras da Passarela “Gasparino Costa”; além de outras importantes obras sociais.

 

No auge de sua carreira política, adveio a fatalidade. Num trágico Dia de Finados de 1984, desaparecia de nosso meio a figura sempre lembrada do prefeito Laércio Ribeiro.


Escrito por Reinival Paiva às 21h41
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MANIFESTAÇÕES

Abaixo, algumas mensagens que me foram destinadas via e-mail. Obrigado a todos pelas manifestações espontâneas de apoio e estímulo. Logo, logo, apresentarei meus comentários sobre os vários posts feitos no próprio blog, muito interessantes e merecedores de consideração (RP).

 

* * * * *

 

Muito bom o artigo "Jureia e Direitos Humanos". È matéria para o jornal. Conseguiu uma argumentação tecnocrata e social ao mesmo tempo para expressar o sentimento popular, não só dos moradores locais, como também de muitos caiçaras. Legal. Genivaldo

 

* * * * *

 

Me identifiquei demais com seu blog, abraço!!! Sirlei

 

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Parabéns, Reinival, gostei da iniciativa. Abraços. Jose Luiz

 

* * * * *

 

Com grande alegria tomo conhecimento de seu Blog. Como leitor de sua coluna publicada no Jornal Tribuna de Iguape, só posso parabeniza-lo por mais uma iniciativa pela moral, ética e transparência nas coisas da querida Iguape. Sorte e conte certamente com o apoio de todos aqueles que torcem por uma Iguape mais justa e perfeita. Um grande abraço. Luiz Felipe.

 

* * * * *

 

Alo Renival tudo bem? Obrigado pelas palavras, excelente abordagem [Juréia e Direitos Humanos]. Se vc permitir eu poderia encaminhar esta mensagem para nossos companheiros de luta, Rede Mata Atlântica (da qual a União dos Moradores da Juréia (UMJ) faz parte) etc. Um abraço e obrigado. Arnaldo

Escrito por Reinival Paiva às 22h27
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