Cidadania Iguapense


CARGO EM COMISSÃO

A dispensa de funcionários públicos ocupantes de cargos de confiança está atrelada, unicamente, ao poder discricionário do empregador, desnecessária motivação, presente em todo e qualquer ato da administração pública, mas, observado o princípio da finalidade.O empregador dispensa o funcionário porque perdeu a confiança em seu trabalho, seja porque não atendeu as expectativas exigidas para o cargo, a despeito de sua competência profissional, seja porque não tem nenhuma competência profissional.

 

A responsabilidade, pelos atos do eleito, será sempre de quem o escolheu.

 

Debate-se, no blog, a questão da dispensa da Professora Nilce do cargo de Diretora da Educação Municipal e a conseqüente nomeação do Professor Edinho para ocupar o mesmo cargo.

 

Com todo respeito, não vejo qualquer relevância em debater a nova nomeação, porque, aí, com certeza, estaríamos colocando a carroça na frente dos bois. Assim, por se tratar de cargo de confiança, pouco importa ser o novo eleito primo do advogado do Prefeito. O que importa é que o Prefeito o elegeu para ocupar o cargo, considerando-o pessoa apta para o mister. Conseqüentemente, os demais citados neste blog foram considerados inaptos. Nesse passo, somente o tempo poderá dizer se o Prefeito acertou ou errou. Por ora, aguardemos, esperando que, desta feita, ele tenha acertado, porque por seus erros e improbidades já amargamos diversos prejuízos.

 

De outro lado, é certo que, no último ano, a educação municipal caminhou para trás, isto é inquestionável. Todavia, não posso, sem informações adequadas, culpar a demitida Professora Nilce, a quem dedico sincero respeito, posto que as residências de nossos pais sempre foram vizinhas. Fica, de qualquer forma, aberto o espaço para ela se manifestar e esclarecer aos blogueiros, “comentaristas anônimos”, os motivos de sua dispensa e porque não conseguiu realizar um trabalho melhor.

 

Mas, fico a imaginar se seria possível a um Diretor da Educação digerir um monte de cartilha encaminhada pela Cultura, ao preço módico de R$ 16,00 (dezesseis reais) cada uma, para distribuir aos seus alunos. Será que isso constava do programa elaborado pela Educação? Será que este valor não poderia ser destinado para outros projetos educacionais realmente úteis?

 

Enfim, como alguém (desculpe, “alguém”, mas “ninguém” se identifica) comentou neste blog uma administração municipal não se faz com uma pessoa ou com um conjunto delas. Uma administração, séria, digna e que realmente mereça a designação de administração, se faz com planejamento. De nada adianta, então, juntar um monte de pessoas inteligentes, com sonhos e projetos, se isso tudo não estiver amoldado ao planejamento macro, que, em Iguape, não existe. Daí a pífia administração que presenciamos.

 

Aos funcionários, ainda que em cargo de comissão, fica o velho lembrete: vocês trabalham para o Município e não para atender interesses de quem os indicou.

 

É isso.



Escrito por Reinival Paiva às 20h07
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PATRIMÔNIO HISTÓRICO HOJE

Entrevistamos Roberto Fortes, militante cultural, historiador por excelência de Iguape, autor do indispensável Iguape... Nossa História, editor do jornal Tribuna de Iguape e mantenedor dos blogs Iguape em Imagens e Alfarrábios.

 

CI - Que avaliação você faz da questão do patrimônio histórico hoje em Iguape? Estamos melhor ou pior? Aumentou a conscientização?

 

RF - Em termos de conscientização, acredito que melhorou. Há alguns anos, ninguém falava em patrimônio histórico, tanto é que derrubaram ou mutilaram dezenas de imóveis históricos, tombados ou não, autorizados ou não pelo CONDEPHAAT. Essa questão passou a ser debatida com a população a partir de 2002, quando a Tribuna de Iguape começou a publicar matérias a respeito. O problema despertou mesmo a partir de 2003, quando a Igreja Mórmon, autorizada pelo CONDEPHAAT, derrubou um imóvel colonial, do século XVIII. Foi então fundada a Associação Cultural Quatro Cantos, da qual sou secretário, numa forma de protestar contra essa demolição e para conscientizar a população sobre a importância de se preservar o patrimônio histórico.


CI - Ao tempo em que se anuncia uma legislação municipal conservacionista do patrimônio, assiste-se à derrubada impune de imóveis históricos. Por outro lado, parece estar havendo exageros, como a exigência de projeto assinado por profissional para a pintura de imóveis e até troca de cavalete de água. Não é contraditório isso?

 

RF - Essa legislação vem em boa hora. É necessário que uma cidade reconheça a importância de seu patrimônio histórico. Mas é preciso que o departamento competente esteja preparado e informado sobre o teor dessa lei, bem como das demais legislações que regem o assunto. Acredito que para uma reforma/restauro seja necessária planta e aprovação do CONDEPHAAT. Agora, no tocante a troca de telhados, janelas, pinturas, cavaletes, ou seja, obras de manutenção, acredito que o proprietário deveria requerer autorização à Prefeitura, apresentar croquis ou informações sobre o que será feito, e o departamento competente deveria ter alçada para autorizar essas obras de manutenção.


CI - Que análise você faz da legislação proposta e encaminhada ao Legislativo pela Prefeitura?

 

RF - Li o projeto de lei e achei adequado. Sugeri vários itens, baseado nas legislações estaduais e federais. Creio que, se for mantido o texto original, a lei é adequada às nossas necessidades.


CI - A “Associação Cultural Quatro Cantos” foi em algum momento consultada ou ouvida no processo de elaboração e proposição dessa legislação? Há diálogo com a Prefeitura?

 

RF - A associação não foi consultada oficialmente. Fui consultado como historiador. As relações da associação tanto com a Prefeitura quanto com outros órgãos públicos sempre foram amistosas.

 

cont.


Escrito por Reinival Paiva às 19h08
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cont.

CI - Após a implosão do Conselho do Patrimônio na administração passada, há iniciativas ou mesmo previsão no sentido de sua retomada? Pode-se prescindir, em questão tão importante quanto essa do patrimônio, desse instrumento que representa a sociedade civil organizada?

 

RF - O Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural, que funcionou de 2002 a 2003, e do qual fui presidente, nunca teve qualquer apoio da administração anterior; por isso, resolveu parar. Não se pode pensar em preservação do patrimônio histórico sem um Conselho. Acredito que esse Conselho deveria ser mais deliberativo, ao invés de apenas consultivo. Deveria equivaler a um CONDEPHAAT municipal. Quanto à reativação desse Conselho, creio que o departamento competente possa informar melhor.


CI - E esses tubos todos espalhados pela cidade? Será que não há uma forma mais adequada de garantir o cumprimento, aliás bastante positivo, da proibição de circulação de veículos pesados no Centro Histórico?

 

RF - O controle do tráfego pesado no Centro Histórico estava mais do que na hora. O Departamento de Trânsito admitiu que os beirais do “Di Paolo´s” e prédios vizinhos caíram por causa da trepidação. A própria Basílica apresenta rachaduras. Eu cheguei a ver, por diversas vezes, até mesmo ônibus de dois andares na Praça da Basílica, bem como caminhões enormes. Talvez tenha sido precipitado colocar os tubos. Eles são deselegantes e enfeiam as ruas. Se houvesse um planejamento, a Prefeitura poderia esperar um mês ou dois e colocar controladores mais adequados ao Centro Histórico, como barras de ferro ou madeira trabalhados, ou coisa parecida. A intenção foi boa. Resta agora colocar controladores adequados. E outra questão que a Prefeitura terá de resolver será a do som alto, pois é sabido que as ondas sonoras causam tanto estrago quanto as trepidações.


CI - Gostaria de acrescentar algo?

 

RF - Com a demolição do solar da Dona Candinha, em janeiro de 2006, a questão do patrimônio histórico novamente veio à tona. Foram inúmeros os protestos, pois consta que o projeto foi autorizado pelo CONDEPHAAT, o mesmo que autorizou a derrubada da “Chácara dos Mórmons”. É uma prova de que a população não aceita mais passivamente essas agressões. Os poderes públicos devem estar atentos à preservação. Em último caso, a população sempre pode contar com a atuação do Ministério Público, que interveio tempestivamente na Igreja do Rosário, e hoje ela se encontra recuperada e em vias de ser reinaugurada. O patrimônio histórico é um chamariz ao turismo de qualidade. E com isso haverá a geração de emprego e renda, que é a maior aspiração do povo iguapense. Acredito que esse seja o caminho.


Escrito por Reinival Paiva às 19h06
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NÃO CUSTA SONHAR

Município receberá R$ 2 milhões em projetos

Qualquer município brasileiro tem um mês para se inscrever e concorrer ao título de Capital Brasileira da Cultura em 2007. Olinda é a Capital Brasileira da Cultura 2006. O título lhe rendeu R$ 2 milhões em projetos para a preservação do patrimônio histórico, investidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para a apresentação oficial da candidatura é preciso preencher o Formulário de Candidatura que pode ser solicitado pelo e-mail info@cac-acc.org. Pelo regulamento, a cidade deve apresentar uma carta do prefeito e um programa de atividades culturais a serem realizadas no próximo ano. A inscrição termina no dia 28 de fevereiro.

O projeto Capital Brasileira da Cultura, da organização não-governamental (ONG) homônima, foi criado para promover e divulgar a diversidade cultural. O título pretende dar para a cidade a oportunidade de divulgar o conjunto de bens que formam o seu patrimônio histórico, sócio-ambiental, artístico e cultural, como símbolos, crenças, valores espirituais e criações materiais.

A idéia é que a Capital da Cultura receba temporariamente as culturas de outras regiões do país e do exterior com a chance de atrair investimentos para programas sociais na comunidade e para o desenvolvimento do município.

Essa é a primeira edição do projeto no Brasil. A organização não-governamental Capital Brasileira da Cultura foi criada no Brasil pela ONG Capital Americana da Cultura (CAC), com apoio do ministério da Cultura, que anualmente elege a Capital Americana da Cultura. Em 2006, o título é da cidade argentina Córdoba, que substituiu Guadalaraja (México) em 2005.

Em Olinda, Capital Brasileira da Cultura 2006, o BNDES deve apoiar a conclusão da restauração do Cine Olinda, que pode voltar a funcionar como cinema com 320 lugares. O prédio também deverá ser um centro de convenções e contará com quatro salas para realização de eventos. As obras têm previsão de conclusão para o início do segundo semestre.

O investimento também deve promover a restauração do Casarão Lundgren, na Avenida da Liberdade, no bairro do Carmo. A idéia é de que o local seja a sede do Centro de Memória de Olinda e abrigue o Arquivo Histórico Municipal e o Museu da Cidade. O Centro deverá contar ainda com laboratório de restauração e salas de consulta informatizadas. A previsão para conclusão dos trabalhos é dezembro de 2006.

As duas ações somam um investimento de R$ 2 milhões.

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI853883-EI306,00.html


Escrito por Reinival Paiva às 19h46
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O QUE DIZEM AS CORUJAS

Aconteceu de um certo governante passar por um prédio derruído em que, sobre uma de suas colunas, encontrava-se pousado um casal de corujas. As aves estavam mussitando e brincando.

- Que dizem estas corujas?, perguntou o governante a seu secretário.

- Se me dais garantia de vida eu digo a verdade.

- Dou, respondeu o governante.

- Essas corujas estão noivando, começou falando tranqüilamente o secretário irônico. A noiva diz a seu pretendente que, para aceitá-lo como esposo, ele terá de oferecer-lhe um dote de vinte bairros em ruínas para ela passar em cada um deles uma temporada de descanso.

- E o que responde ele?

- Pede que ela lhe dê apenas tempo, pois, diz o noivo à noiva, “se esse governante que se acha defronte de nós permanecer mais um ano no governo, comprometo-me a dar-te uma cidade em ruínas, em vez de apenas vinte bairros”.

Enfurecido com a pilhéria do seu secretário, o tirano governante despediu-o do cargo. E não mandou cortar-lhe a cabeça porque lhe havia dado garantia de vida.

 

Fonte/adaptação: Mansour Challita. As Mais Belas Páginas da Literatura Árabe. RJ, Associação Cultural Internacional Gibran, 1973.


Escrito por Reinival Paiva às 19h19
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TREM RUIM, SÔ!

Nóis peleja, nóis trabáia...

E num fica com um tostão!

Todo mêis nóis tem que pagá

Pros pulítico o mensalão.

Eles róba, eles saqueia...

Ô cambada de ladrão!

Num trabáia, num faiz nada,

Tem muita grana, casa boa e carrão...

 

Eles é tudo sortudo,

Num vai preso ninhuma veiz.

Mais se nóis roba um feijão,

Nóis num sai mais do xadreiz!

 

Quando a coisa aperta,

Todo mundo se amontoa.

Aí forma CPI,

Eles berra, eles briga...

E no fim, tudo termina com os...

Corrupitos Pulítico Impunis!

 

E agora nóis resorveu:

Quando é hora de comê, nóis come...

Quando é hora de bebê, nóis bebe...

Quando é hora de drumir, nóis drome...

Quando é hora de amá, nóis ama...

Quando é hora de trabaiá...

Hummm...

Hummmmmmmm...

Aí nóis tuda manda i-meius!...

 

Fonte: Internet


Escrito por Reinival Paiva às 18h32
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VENENO

Sempre pensei e debati uma alternativa de caminho e de organização para nosso país. Engajei-me na vida pública brasileira determinado a lutar por uma alternativa. Nada arrefeceu minha fé na viabilidade e na necessidade dela. Descobri, porém, que nosso imenso potencial está inibido e ameaçado pelos efeitos de um veneno: os acertos entre o dinheiro e o poder. Se não extirparmos esse veneno, não construiremos modelo de desenvolvimento calcado na democratização de oportunidades para aprender, trabalhar e produzir. A mediocridade, o medo e a injustiça continuarão a imperar no Brasil.

No círculo íntimo do dinheiro e do poder, todo mundo sabe como funciona o sistema. Quase todos calam. A classe média, que acompanha a política pelos jornais, não compreende a dimensão do problema. A maioria trabalhadora está por fora das causas, embora enfrente a conseqüência: nunca contar com governo que esteja de seu lado.

As grandes empresas e os grandes empresários, a começar pelos bancos e pelas empreiteiras, financiam a política, na maior parte por caixa dois -portanto, criminosamente. Costumam dividir as fichas: apoio para todos os candidatos competitivos; apoio maior para os preferidos. Nas campanhas presidenciais os ricaços se reúnem com os candidatos como se fossem acionistas interrogando os dirigentes das empresas em que investem. No poder, os eleitos achacam os endinheirados. E distribuem em troca proteção do governo para os negócios dos achacados.

 

As forças que governavam o Brasil antes de Lula burilaram esse sistema. O governo Lula o radicalizou. O presidente ex-operário, que nunca quis saber de confusão, amarelou desde o primeiro dia de seu mandato. Teve medo da luta pela mudança; a falta de idéias deu cobertura para a falta de coragem. A corrupção sistêmica, expressa no regime de trocas de dinheiro privado por proteção oficial, alargou um segundo canal de negocismo, que o governo anterior já havia aberto: o uso dos fundos de pensão para trocar financiamentos eleitorais por investimentos perdedores.


E agora? As 30 mil famílias que recebem o grosso dos juros pagos pelo Estado e que são as beneficiárias de um modelo econômico que mata a produção e arrocha o trabalho estão subornadas por um governo que elas, por sua vez, subornam. Esse governo procura calar a boca dos pobres com a distribuição em massa das migalhas de seus programas sociais. A classe média, estrangulada e aflita, não vislumbra opção, de rumo ou de agente. A elite empresarial comenta as licitações manipuladas, os meganegócios feitos e desfeitos com favor oficial, o custo em reais e em truques de levar a população a acreditar num ou noutro candidato. A corrupção campeia. E o Brasil sangra.


O que devo fazer? Não sou juiz, promotor, policial ou sequer jornalista investigativo. Constato, porém, a visão generalizada dentro da elite brasileira de como funciona o sistema. Minha posição é privilegiada e protegida, professor vitalício que sou em universidade estrangeira. Se eu, que carrego esse escudo, encontro dificuldade em montar a reação, como posso cobrá-la de meus concidadãos mais vulneráveis? Encontremos, todos nós, os inconformados, força em nós mesmos para liderar insurreição nacional contra esse amesquinhamento de nosso futuro. Já somos muitos. Levantemo-nos para levantar o país.

 

Roberto Mangabeira Unger. Folha de São Paulo, 24.01.2006


Escrito por Reinival Paiva às 19h27
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ESTATUTO DA CIDADE E PLANO DIRETOR

A lei nº 10.257, chamada Estatuto da Cidade, completa cinco anos neste 2006, o que sugere o reexame de seus efeitos. O assunto interessa aos municípios brasileiros e a seus habitantes.

O estatuto, sendo lei federal, dá regras gerais da operação das cidades. Nos Estados e municípios, vem sendo complementado pela legislação local, sob sucessivas administrações, sejam quais forem seus ocupantes.

A palavra "cidade" sintetiza o interesse da população. Vem do latim "civitas". Designava as cidades-estados, unidades de exercício do poder, desde séculos antes de Cristo. Cidade deu origem a cidadão e cidadania. O exercício da cidadania é fundamental no município. Deve ser estimulado para pessoas e entidades ou organizações com finalidade estatutária específica.

No exemplo atualíssimo do Rodoanel em São Paulo capital, a promoção de audiências públicas de debates e ações propostas por associações comunitárias têm ampliado a discussão sobre vantagens e desvantagens da obra. Para facilitar a participação, a lei garante o acesso de qualquer interessado a documentos e informações concernentes ao aprimoramento do ordenamento municipal.

Em nosso país continental, o estatuto vale de pequenos municípios de 20 mil habitantes até a região metropolitana de São Paulo, que pode atingir 20 milhões nos próximos qüinqüênios. É a lei imperativa e geral. Não é a melhor resposta para problemas urbanos, mas deve-se admitir que nenhum critério legal dá resposta integral para mais de 5.000 municípios, em país tão heterogêneo.

Parece haver uma só uniformidade crítica, aceita nacionalmente. É a da incidência crescente do IPTU, enquanto instrumento tributário que é faca de dois gumes. Pode criar desequilíbrio no tratamento da população das maiores cidades, pois os que pagam mais têm munição política sólida para compensações em empreendimentos de seu interesse.

A utilidade dos instrumentos jurídicos, políticos e administrativos, criados pelo estatuto, tem aspectos muito variados. A instituição de unidades de conservação ou de zonas especiais de interesse social é considerada boa. A concessão de uso especial para fins de moradia, em zonas de população de baixa renda, também.

A aplicação do Plano Diretor transcende a provisoriedade dos eleitos. Deve ser pensada em termos da permanente qualidade de vida, juntamente com a justiça social, o desenvolvimento da atividade econômica, a moradia, a educação, a saúde. Corresponde ao instrumento básico da política de progresso e de expansão urbana. O rápido desenvolvimento moderno sugere a revisão permanente do plano, embora a lei federal a exija depois de dez anos.

Fonte: Walter Ceneviva. 5 Anos do Estatuto da Cidade [excertos]. FSP, 21.01.06



Escrito por Reinival Paiva às 19h25
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CORRE, ERICH, CORRE

O atleta Erich Luiz Trapp, maior destaque do atletismo iguapense, dá sua versão sobre fatos recentes, motivo de comentários na cidade e também aqui no blog. Ouvido em entrevista telefônica na quinta-feira por Cidadania Iguapense, Erich, incluído em 2002 entre os dez primeiros fundistas do Brasil, a partir do lugar de destaque que conquistou na prova internacional ‘10 Km da Tribuna de Santos’, desabafa: não tem apoio, não é valorizado, divulga Iguape e no entanto é hostilizado pela atual administração municipal, Leia aqui os principais trechos da entrevista:

 

Sobre o ocorrido no bairro do Rocio, por ocasião da Corrida da Paz de 1º de Janeiro último, organizada pelo SABRO: Corri e ganhei a corrida. O prefeito assistiu. Não olhou nem na minha cara, não me cumprimentou, nada, isso depois de eu correr um dia antes a São Silvestre em São Paulo e ficar por volta de 20 minutos à frente, divulgando Iguape na TV Globo. Na hora de subir no pódio, alguém comentou alto, do meio da multidão, esse ano é só uma medalhinha, não tem nem troféu. Então eu falei, também alto: desde melhorar as coisas aqui, parece que piora... (Não falei de dinheiro, ali não precisa nem dinheiro na premiação, pode ser um belo troféu) ...ainda mais que a presidente da Câmara mora no bairro e em vez de fazer uma coisa bonita, bem feita, faz uma porcaria. Estava já indo embora quando ela tomou o microfone e falou que eu estava estragando a festa do Rocio. A turma vaiou. O prefeito que continuava calado, não falou nada e nem entregou os prêmios, que foram entregues por pessoas do bairro, começou a sair, vendo talvez que a coisa ia ficar preta também para ele. Nisso nos cruzamos e eu falei para ele que estava esperando apoio, na hora de se eleger e pedir voto ele disse que ia me ajudar. Falei para ele: belo prefeito que não arranja nem transporte. Contei para ele que 4 ou 5 dias antes, na loja Alemão Acabamentos, encontrei a presidente da Câmara fazendo compras lá e pedi para ela ajudar no transporte para correr a São Silvestre, divulgar o município. Ela disse que não tinha combustível, eu disse que pagava. Ela disse que não tinha motorista, eu disse que conversava com ele e pagava a diária dele. Então ela disse que não ia arranjar. Falei para ele o que disse para ela, que não peço mais nada para eles. O prefeito me disse: você não me procura. Eu disse a ele: eu tenho que procurar é quem o senhor pôs no Esporte, mas você chega lá e encontra gente de olho gordo, não tratam bem as pessoas. E eu não vou mais ao Esporte há muito tempo. Não adianta ir. Fui de carona para correr na São Silvestre, com um vizinho aqui próximo. Fiquei alojado no ginásio do Ibirapuera, a 5 reais, e tenho os recibos que comprovam. Bem, continuei andando, fui embora. Na hora que virei as costas, o Padre lá, marido e motorista da outra, teria falado: quer ganhar dinheiro correndo, vai trabalhar, vagabundo. Minha mulher ouviu. Se eu tivesse escutado ia processá-lo. Da minha parte ficou nisso. Cobrei, não xinguei, não desacatei ninguém. Minha mãe estava perto e até agradeço meu pai não estar lá. Agora, o que aconteceu e fiquei sabendo depois, que as pessoas começaram a vaiar e xingar o prefeito e a presidente da Câmara isso não é comigo.

 

Agradecimentos: Meus agradecimentos são aos comerciantes de Iguape, que sempre me ajudaram da forma que podem. A prefeitura, na atual administração, só me ajudou uma vez, em abril de 2005, quando ganhei a meia-maratona Juréia-Iguape, e com 200 reais, que comprovei o gasto com notas, entregues em um envelope. Depois disso nada.


Escrito por Reinival Paiva às 17h42
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cont.

Nova York: Na Maratona de Nova York, em 1997, quem estava na prefeitura era o Jair Young. Se o prefeito diz que me ajudou ele está mentindo. Não ajudou nada e nem estava na prefeitura. E como pessoa ele nunca me ajudou. Contei com o Ninho da Iguauto, o Ronaldo Cobra da Marina do Valo, o Sérgio da Casa Simões, o gerente da CEF Gilberto e alguns outros mais. A ajuda da prefeitura foi me arranjar um carro até o aeroporto em São Paulo. Inclusive, a vereadora Rose Mancini ficou responsável por um Livro de Ouro, arrecadou dinheiro e não me repassou. Quando cheguei da viagem ela disse que eu já tinha arrumado dinheiro com os comerciantes e não precisava mais. E ficou por isso mesmo. Agora mesmo, ela disse que eu não tenho que correr no Rocio, que eu sou profissional essas coisas. É assim. Mas na hora de fazer reunião política na minha casa ela não fala isso.

 

Corrida de São Silvestre: Minha mulher correu a última São Silvestre de Iguape, no dia 31 de dezembro, pagou 10 reais de taxa de inscrição, ganhou a corrida e, na hora da premiação, recebeu 20 reais. Quer dizer, ganhou 10 reais, porque os outros ela pagou como inscrição. É uma vergonha, pelo amor de Deus! É brincadeira! Dá até vergonha de falar.

 

Corrida de São Benedito: Mais vergonhoso ainda foi o que ocorreu na corrida de São Benedito, dia 6 de janeiro. O 3º colocado ganhou mais que eu, que ganhei a corrida e fui campeão outra vez. Como sabiam que eu ia ganhar, não quiseram divulgar antes a premiação. Na hora do pódio, da premiação para todas as categorias, o prefeito entregava o troféu, um envelope com dinheiro, não sei quanto, variava de categoria para categoria, e depois metia a mão no bolso dele e dava mais 10 reais para cada um participante classificado, menos para mim e minha mulher, para me provocar. Recebi 50 reais de prêmio, menor que o cachê da Drogaria Juréia do Rocio, que me patrocinou. Na hora da entrega do troféu para mim, o prefeito foi chamado e não apareceu, chamaram o Durval e ele não apareceu, chamaram o Gian e ele não apareceu. Umas seis pessoas foram chamadas e não apareceram. Recebi o troféu do padre da Igreja São Benedito.

 

Finalmente: Corro há 13 anos e, tudo de maior peso que consegui, consegui fora, como contratos com diversas firmas. Mas sempre levo o nome de Iguape, até porque no ato da inscrição tem que constar a cidade de origem. Na São Silvestre, Iguape foi mais divulgada porque o comentarista da TV Globo, Leuter Nogueira, é meu treinador e pedi para ele uma força maior. E graças a ele consigo alguns patrocínios. Ele falou muitas vezes que eu era de Iguape. Mas chego aqui e o prefeito não olha nem na cara da gente. Esporte em Iguape não funciona. Sei que vem verba, mas não aparece. Talvez se eu fosse parente deles... Nem transporte arranjam, como acontece e vejo em relação aos meus companheiros corredores de outras cidades. No momento, desde setembro, estou sem nada de patrocínio. Poderia levar ainda mais o nome de Iguape com um mínimo de ajuda que me dessem e que servisse para eu me preparar melhor ainda, mas nada. A prefeitura não ajuda em praticamente nada. O que eles sabem é meter o pau, inventar histórias, mentir, mas não vou aceitar calado. O que aconteceu foi isso. Agradeço mais uma vez aos comerciantes e amigos de Iguape.


Escrito por Reinival Paiva às 17h41
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+ CANANÉIA... E NÓS, Ó...

Encontro em Cananéia discutiu investimentos no setor pesqueiro da região. Foram anunciadas novidades para o litoral sul do Vale do Ribeira. Uma verba de mais de 800 mil reais será usada para a criação da primeira Escola de Pesca do Estado de São Paulo. Foi discutida também a reabertura do Entreposto de Pesca de Cananéia.

 

Um novo olhar para o Vale do Ribeira. Esse foi o tema do primeiro encontro do ano na região do Vale do Ribeira com representantes do governo federal, através da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP). Em debate, as iniciativas aplicadas na atividade pesqueira. O encontro reuniu lideranças e entidades do Vale do Ribeira. O objetivo, além de obter mais informações sobre os programas e linhas de financiamento do governo federal, buscou agilizar a implantação da primeira Escola de Pesca do Estado de São Paulo. O governo federal vai investir 830 mil reais na construção da unidade, a funcionar na cidade de Cananéia. O projeto é uma parceria entre a Prefeitura, SEAP, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Fundação São Vicente. De acordo com o representante da SEAP no encontro, votado o orçamento federal para 2006, este deve ser um dos primeiros investimentos do governo federal. A previsão é para fevereiro. O projeto pretende ajudar no desenvolvimento econômico da região e impulsionar a pesca artesanal.

 

A reabertura do Entreposto de Pesca de Cananéia também foi tema de discussão no encontro, à medida que poderia funcionar como uma opção para o descarregamento de pescado que vem do sul do País. O entreposto pertence ao governo federal e encontra-se fechado há dez anos. Segundo ainda o representante da SEAP há necessidade apenas de algumas obras, já identificadas e com previsão de licitação para o dia 30 de janeiro, para que o entreposto pesqueiro seja reativado.

 

Fonte: http://tvtribuna.globo.com/servicos/videos - 16.01.2006


Escrito por Reinival Paiva às 16h32
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CANANÉIA

Estado planeja construir porto pesqueiro em Cananéia

 

O Governo do Estado vai contratar a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) para realizar um estudo de viabilidade econômica, social e cultural para a implantação de um terminal pesqueiro em Cananéia, no Litoral Sul. A medida é uma antiga reivindicação dos moradores da região, que têm na pesca e no turismo as principais atividades econômicas.

 

Segundo a Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes, dependendo do que o levantamento apontar, será definida a capacidade de movimentação do complexo.

 

A escolha pela USP para realizar o estudo já havia sido anunciada em A Tribuna, conforme publicação no Diário Oficial no último dia 2 de dezembro. Basta agora a reitora da Universidade, Suely Vilela Sampaio, assinar o contrato, o que deve ocorrer nos próximos dias.

 

O município de Cananéia é formado por inúmeras ilhas: a de Cananéia, Bom Abrigo, Filhote, Cambriú, Castilho, Figueira, Casca e Pai do Mato. São 150 quilômetros de trechos fluviais e marítimos. Cananéia tem uma população de 15 mil habitantes que geralmente aumenta para 25 mil pessoas durante a temporada de verão.

 

A maior parte dos visitantes vem da capital paulista e dos estados do Sul. Cananéia fica a 258 quilômetros da capital paulista, 244 quilômetros de Santos e 260 quilômetros de Curitiba.

 

Fonte: A Tribuna – Santos, terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Escrito por Reinival Paiva às 22h52
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DESMANCHE

Recebi de Wagner Pocci, por e-mail, a contribuição abaixo, que compartilho com os leitores. Na forma de uma paródia (salvo engano ao clássico poema ‘As Pombas’, do maranhense Raimundo Correia), trata-se de uma reflexão pesarosa sobre os sérios problemas e contínuas ameaças ao patrimônio histórico de Iguape, diante da falta de uma política minimamente consistente e que, no momento, acaba de vitimar a casa que serviu de residência à professora Candinha, na avenida principal de Iguape. Há já alguns comentários neste sentido postados aqui no blog e maiores informações (e fotos) podem ser verificadas em http://robertofortes.fotoblog.uol.com.br, blog do editor da Tribuna de Iguape, Roberto Fortes.

 

 

As Casas

 

Vai-se a casa da professora Candinha

Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas

De casas vão-se do centro histórico de Iguape

A golpes de marreta e falta de visão.

 

Também dos corações onde abotoam,

Os sonhos de um patrimônio conservado

Um a um, céleres se desfazem

Como as casas de Iguape.

 

No triste escuro da hora presente

As casas vão, fogem...

E à Iguape as casas, como os sonhos aos corações,

Não voltam mais não...



Escrito por Reinival Paiva às 17h29
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A EXCEÇÃO É REGRA

A Constituição Federal obriga a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade (art. 37, caput). Obriga, também, que estes mesmos órgãos utilizem a licitação pública para a contratação de obras, serviços, compras e alienações, só dispensável nos casos especificados em Lei (inciso XXI, art. 37).

 

A dispensa de licitação, assim, é exceção à regra. Isso porque, na abalizada lição de Hugo Nigro Mazzilli, na dispensa de licitação, estará a administração, indevidamente, abrindo mão do direito/dever de selecionar entre os melhores preços e a melhor qualidade entre os concorrentes; na violação da lei, estará causando prejuízo à moralidade administrativa, sem prejuízo à ocorrência de eventuais danos materiais concretos à qualidade da obra ou dos serviços contratados.

 

Acompanhando pelo “Diário Oficial” de Iguape (desculpem, Jornal em Revista) as diversas contratações e aquisições do Município, percebo que, aqui, a exceção virou regra.

 

Aliás, a falta de prática no procedimento de licitação gera situações como a do transporte coletivo municipal, cujo processo licitatório, até hoje, não encontrou bom termo. Gera, igualmente, distorções que nos trazem prejuízos inquestionáveis, como na contratação dos dois shows realizados por ocasião do aniversário de Iguape.

 

De efeito, naquele “Diário Oficial”, edição nº 215, de 15 a 21 de Dezembro de 2005, foi publicada a resenha do contrato com a empresa ASTROS & ESTRELAS COMERCIAL LTDA, firmado com dispensa de licitação, nos termos do artigo 25, III, da Lei 8666/93.

 

Ora, o dispositivo legal invocado pela administração municipal somente admite dispensa da licitação quando a contratação dos artistas ocorra diretamente ou por intermédio de empresário exclusivo. No caso, a empresa ASTROS & ESTRELAS COMERCIAL LTDA não é empresária dos artistas que aqui se apresentaram. Portanto, o processo está viciado, maculado e, o que é pior, nos trouxe prejuízos, na medida em que se pagou preço bem superior ao praticado pelos mesmos artistas.

 

O mesmo dispositivo serviu de base para dispensar licitação no casa da luta de boxes (que, assim, virou modalidade artística e não esportiva).

 

E, assim vai. Poderíamos falar sobre as casas alugadas no bairro do Rocio, do arrendamento de imóvel para retirada de cascalho, sem que, ainda, se tenha licença ambiental e otras cositas mas.

 

A administração inovou, mais uma vez: conseguiu acabar com a máxima de que toda regra tem sua exceção.

 

Pena que esse mesmo poder inovador não se apresente em prol do nosso desenvolvimento.

 

É isso.



Escrito por Reinival Paiva às 09h50
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REBELIÃO

Há muito se fala que entre as finalidades da aplicação da sanção penal está a ressocialização do delinqüente, entendida no Direito Penal como sendo a possibilidade de reinserção social, com sua reeducação para a vida social.

 

Em face disso, de longa data, também, se diz que deveria haver seleção de delinqüentes na aplicação e na execução da pena. Seria como separar o joio do trigo: delinqüentes contumazes, incorrigíveis, com penas maiores, em um tipo de presídio e, delinqüentes curáveis ou corrigíveis, com penas menores em outro.

 

Essa constatação permitiu ao Estado construir presídios diferenciados (Centros de Detenção Provisória, que, em tese, abrigariam presos provisórios, não condenados ou em trânsito) e Presídios de Segurança Máxima (delinqüentes considerados perigosos e contumazes), além de outros próprios ao cumprimento de penas menos rigorosas (regime semi-aberto).

 

Mas, isso, como assistimos quase que diariamente nos noticiários não é suficiente, pois, os presídios estão superlotados, não há espaço, tem-se, apenas, um depósito de pessoas que, sem perspectivas, pensam em uma única coisa: liberdade, seja por que meio for.

 

Nunca nos preocupamos muito com essa situação porque Iguape não vivenciou rebeliões de grandes proporções. Mas, hoje, parece que as coisas não andaram bem pelos lados da Cadeia Pública local.

 

Por força de compromissos profissionais não me inteirei do assunto, por completo, mas soube de alguns feridos e que a rebelião se estendeu até o período da tarde (enquanto escrevo, nem sei se terminou).

 

Sou adepto à política criminal inspirada em princípios de humanização. Mas, se a pena privativa de liberdade é necessária, como forma de retribuição ao mal causado pelo delinqüente à sociedade e, ainda, para tentar resgatá-lo ao convívio social pacífico e harmônico, isso torna imperativo que as prisões ofereçam um mínimo de possibilidade para essa ressocialização, a fim de que o Estado, ao cabo da pena, não devolva à sociedade um indivíduo mais perigoso.

 

Mas, de qualquer forma, isso serve para reflexão geral da sociedade, inclusive, evidentemente, as autoridades (sejam federais, estaduais ou municipais), notadamente porque, no nosso caso, a Cadeia Pública, superlotada, está localizada em área urbana, próxima a inúmeras residências.

 

Algo há de ser pensado e feito.



Escrito por Reinival Paiva às 20h05
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NEGOCIAÇÕES RISÍVEIS

Transcrevo texto publicado por Liliana Pinheiro no site http://www.primeiraleitura.com.br, ontem, com o título “A farsa das negociações e outras representações risíveis” (exemplificando com a questão do salário mínimo), pois, pertinente pela atualidade do tema e por mostrar a promiscuidade das negociações "políticas" deste País, da qual não está imune nosso Município. (RP)

                                            

“(...)Negociação se faz quando os dois lados têm trunfos nas mãos para convencer o oponente de seu ponto de vista. Não é o caso. As centrais sindicais, se não forem atendidas, não farão greves nem manifestações.

 

O tema salário mínimo é, antes, de interesse do governo, por causa das promessas do candidato Lula em 2002 e da tentativa do hoje presidente de se reeleger. Quando muito, houve uma só negociação digna desse nome, há um par de meses, entre as áreas econômica e política do governo, sobre limites de gastos e o efeito disso no ano eleitoral. Convenhamos, o valor de R$ 350 está decidido faz tempo. (...)

 

Os sindicalistas, no modelo atual de organização do trabalho, foram fazer figuração e, independentemente do resultado, trabalharão nas eleições conforme o que lhes ditarão os partidos políticos a que pertencem ou que apóiam. A CUT de João Felício vai trabalhar por Lula. A Força Sindical de Paulinho vai seguir o seu PDT, liberando diretores que são alinhados aos PMDB, ao PFL e ao PL para suas obrigações com as siglas. E assim por diante.

 

(...) O modo de governar o Brasil é cafona porque desatualizado em relação aos conceitos que norteiam a busca de cidadania e a participação da sociedade nas decisões.(...) A farsa começa pelos interlocutores, centrais sindicais que desde a estabilização da economia só cresceram porque foram irrigadas com dinheiro público e disputadas por partidos que precisavam de uma base social para chamar de sua — em alguns casos, de uma boa lavanderia de dinheiro de campanhas. Num país em que, em uma década, a informalidade no trabalho cresceu de forma impressionante e a economia avançou pouco mais de 2% ao ano, é evidente que o fortalecimento das centrais sindicais obedeceu a uma outra lógica, que nada tem a ver com a do mercado de trabalho.

 

A mística de um governo que dialoga com a sociedade também não resiste a uma passada de olhos nos temas tratados. (...). A infra-estrutura é tocada na base de pacotinhos de investimentos, emergenciais ou não, apresentados em entrevistas coletivas sempre que o governo se vê acuado pelos óbvios problemas decorrentes de uma paralisia administrativa que já dura três anos.

 

Os momentos de suposto debate sobre o melhor caminho a seguir foram muito particulares. Na verdade, se restringiram a temas que o governo sabia não ser de fácil digestão na sociedade, truques para manipular determinados segmentos que são críticos por natureza, como o jornalismo e a área cultural. (...). 

 

Creio que a relevância desse tipo de “participação popular” com finalidades de favorecimento ou mera publicidade de um grupo político tem de ser expulsa da política nacional. O interesse público tem de ser garantido por arranjos institucionais que garantam transparência das ações do governo, vigilância dos cidadãos e justiça, sempre.



Escrito por Reinival Paiva às 18h24
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VERGONHA

O Município tem por obrigação constitucional instituir política de desenvolvimento urbano para atingir o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar de seus habitantes.

 

Óbvio, então, que para instituir essa política o Município deve estabelecer os objetivos ou metas desse processo e coordenar os meios e recursos para atingi-los. Ou simplesmente: é preciso planejamento.

 

No entanto, falar de planejamento em Iguape soa como discurso falacioso quando nos deparamos com a nossa triste realidade econômica e social, posto que à população não são disponibilizados nem mesmo bens fundamentais primários.

 

Aqui as coisas funcionam ao “Deus dará”, mal se cuidando das tarefas mais comezinhas (vide a sujeira nas ruas – eu falei nas ruas, não me interpretem mal, por favor). Portanto, dificilmente encontraremos um projeto concatenado, realmente voltado para atender ao desenvolvimento das funções sociais e garantir o bem estar de seus habitantes. Parece, até, que os diversos diretores não estão inseridos no mesmo contexto, agindo cada um por si e, infelizmente, todos contra o Município, que sucumbe, dia a dia.

 

Estamos longe de atingir os fundamentos estabelecidos pela Constituição da República (cidadania e dignidade da pessoa humana), exatamente porque insistimos em velhas práticas políticas, de apadrinhamento, de nepotismo, sem que se dê qualidade técnica aos serviços públicos.

 

Temos, assim, um município sem identidade, que deixa de cumprir suas funções sociais mais relevantes e finca o pé no subdesenvolvimento.

 

Conseqüência infeliz desse quadro é o desaparecimento de parte significativa da nossa juventude que, angustiada diante da ausência de perspectivas, parte em busca de novos horizontes, como forma de concretizar seu planejamento pessoal, enquanto outra parte aqui se acomoda, distanciando-se da política e da sociedade, sem acalentar qualquer sonho, descrente de tudo e de todos.  

 

É isso, enfim, que os governantes querem. Ou seja, eles não se preocupam – até agradecem – quando os cidadãos se mostram avessos à política, pois, a indiferença dos cidadãos lhes é interessante. Afinal, se o jovem (e aqui, também se insere o idoso, cujo voto não é obrigatório) deixar de exercer a cidadania e seu direito de escolha, isso significa uma aceitação indireta ao tipo de governabilidade que é exercido, proporcionando que novos desatinos cometam. 

 

Com isso tudo, já estou quase comungando e aceitando a sugestão de Capistrano de Abreu no sentido de ser reeditada a Constituição de artigo único: “Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha”.

 

É isso.



Escrito por Reinival Paiva às 19h31
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POUCAS & BOAS

Já impressa e nas bancas amanhã, logo cedo, a edição nº 60 de a Tribuna de Iguape. Reproduzo aqui, para não perder o costume, minha coluna:

 

E o Lulla, hein - A campanha de Lula para a reeleição está pronta, informa Reinaldo Azevedo, da revista 'Primeira Leitura'. Réu eleito, ele promete continuar não sabendo de nada. Será o presidente apenas das boas notícias. As más ficam por conta dos desvios de conduta dos outros, não dele. Assim, poderemos todos permanecer tranqüilos: enquanto os ratos roem a República, o supremo mandatário continuará a dormir em berço esplêndido, em lençóis de linho egípcio, comprados com o dinheiro dos desdentados. O PT é um estouro: não distribui a renda; dá sumiço nela. E quando a gente acha que Lula já chegou ao limite, ele sempre avança um pouco, para lembrar Millôr Fernandes

 

Chama o Bial! – A julgar pelos R$ 203.976,00 pagos pelos shows de Charlie Brown Jr e Teodoro e Sampaio; R$ 15.000,00 despendidos para a noite de boxe; R$ 36.000,00 da festinha Prefeito Criança; e otras cositas mas, em Iguape não há falta de recursos, mas falta de prioridades, e torna fastidioso e inútil o palavrório todo e as pretensas dificuldades alegadas pelo senhor prefeito, tentando justificar o injustificável, sua administração até aqui chinfrim. Na caudalosa entrevista de fim-de-ano concedida à ‘Folha do Vale’ (não era ‘Jornal em Revista’?), no melhor estilo eu-mesmo-pergunto-e-eu-mesmo-respondo-porque-afinal-eu-tô-pagando, o senhor prefeito afirma ainda que “termina o ano com sensação de dever cumprido”. Já eu, não tendo como expressar com absoluta sinceridade o que penso, afinal a Tribuna de Iguape é um jornal de respeito, deixo para lá a minha sensação diante da administração do senhor prefeito.

 

É tudo para o nosso bem – No apagar das luzes de 2005 o alcaide remeteu e a Câmara Municipal aprovou dois projetos de leis (votaram contra Marquinhos, Dico e Tony). Um, instituindo a contribuição para custeio da iluminação pública; o outro, reformulando o cálculo do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza); e ambos buscando extorquir um pouco mais de dinheiro para assegurar, vai saber, novos shows e lutas de boxe. E como tudo é festa, a presidente da Câmara, em virtude do recesso, convocou sessão extraordinária (até na confusão), que proporcionou ainda um trocado de R$ 2.000,00 para cada edil. Só não enxerga quem não quer: em Iguape estamos bem e as coisas tendem a melhorar.

 

Cadê? – Lembra o Festival de Inverno tradicionalmente realizado em julho e que no ano de 2005 gorou? Pois bem, no Orkut, à época (mas está até hoje lá para quem quiser conferir), o diretor de cultura Carlos Brown Jr assim explicava: “excepcionalmente este ano se realizará no final do ano porque a administração anterior não consignou o Festival no orçamento da Secretaria [Estadual de Cultura], dependiamos apenas da boa vontade de alguns dos diretores da SEC, que foi por água abaixo com a queda da secretária Cláudia Costin. O festival custaria R$ 98.000,00 e não conseguiríamos realizá-lo sem a parceria com a Secretaria, mas com alguns acertos conseguimos a liberação da verba para o final do ano. O importante é que vai sair”. Então, se “conseguimos” a verba e o “final do ano” passou, salvo engano, cadê o Festival? Quer ver que ando distraído, já aconteceu e eu não percebi. Neste ano de 2006 prometo ser mais atento. Enquanto isso, uma explicação sobre o paradeiro da verba seria o mínimo: quem sabe foi remanejada, quem sabe foi usada para cobrir o rombo da festa teodorina-sampaio de aniversário da cidade.

 

(cont...) 



Escrito por Reinival Paiva às 19h16
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(cont...)

 

S.O.S. Justiça – A sílfide primeira-dama de Iguape repreendeu veementemente funcionário “relapso” que esqueceu de agendar viagem, em carro oficial, de determinado cidadão com audiência judicial marcada na capital. Até aí tudo bem. Ou tudo mal, pois o detalhe da coisa está em saber que o tal carro oficial é destinado a transportar pessoas doentes encaminhadas a hospitais em São Paulo. Quer dizer, agora, estropiados da Saúde e necessitados de Justiça se equivalem! É Iguape, sempre inovando.

 

Cidade das águas – Vem se acentuado os estragos que a chuva causa na cidade, fruto da incrível ausência de limpeza e conservação das ruas. Antes, apenas alguns pontos eram afetados; agora, praticamente todas as áreas inundam. É comum, em dias de chuva, ver cidadãos lutando contra o lixo carreado e que ameaça o já precário sistema de captação de águas. Mas a gente entende. Falta de verba é fogo, ou melhor, é água. 

 

Cidade do lixo – Como não há fiscalização e nem qualquer preocupação em manter a cidade limpa, e o exemplo teria que vir (e não vem) de cima, alguns espertos se acham no direito de expandir o raio da sujeira, desovando ultimamente ossadas e mais ossadas de bovinos no Morro do Espia. Ou será o início da execução do tal Plano de Turismo criativo?

 

Classe Empresarial – Convocada a participar dos destinos da administração num dia, no outro as coisas se passam mais ou menos assim: um comerciante conseguiu pela metade do preço as extraordinárias lixeiras (tudo a ver) instaladas na Praça da Basílica, mas optou-se por comprar as mesmas pelo dobro. Agora, licitação para renovar a frota de carros oficiais excluiu tradicional empresa da cidade a pretexto de firulas que só carros da Fiat disporiam. Tá fácil participar!

 

Dá para resolver – Carro da Câmara Municipal de Iguape conseguiu a proeza de gastar, e por duas vezes, R$ 90,00 de combustível em 65 km! Está claro, é só um problema de revisão.

 

Eles merecem! – Parabéns (ufa!) aos jovens da Banda Municipal Maestro Aquilino Jarbas de Carvalho, mais uma vez vitoriosos em certame musical, desta feita no 5º Campeonato Paulista de Bandas e Fanfarras, realizado em Mauá. Como diz o meu amigo Wilson, “iguapense é que nem baiano; não nasce, estréia”.

 

Blog – Inaugurado em 04 de outubro de 2005, com a coluna ‘Poucas e Boas’ que publico mensalmente nesta valorosa Tribuna de Iguape, o blog http://iguape.cidadania.zip.net que mantenho na internet acaba de completar três meses. São mais de 3 mil visitas registradas (média de 35 por dia), 350 votantes (8,5 é a nota média conferida ao blog) e cerca de 500 comentários de leitores, alguns poucos rejeitados (mensagens grosseiras ou ofensivas são removidas). Aos leitores da Tribuna de Iguape e do blog Cidadania Iguapense meu muito obrigado e votos de um Bom Ano. Mês que vem tem mais.



Escrito por Reinival Paiva às 19h02
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HISTÓRIA QUE SE REPETE

Com um filho despido de qualidades nobres e redundante em defeitos, a mãe, desesperada, procura um filósofo na busca de resposta para o problema, posto pertencerem a tradicional e proba família.  Ouve, então, do filósofo: “O rapaz, madame, mostra qualidades bastante corrompidas, não é?” “Infindáveis”, responde ela. “Mas tenha confiança de que elas terão fim; pois, madame, na primeira infância desse menino, aqueles primeiros dentes frágeis, que ele então possuía, não foram seguidos pelos atuais, sadios, regulares, belos e permanentes? E, madame, pergunto: quanto mais inaceitáveis aqueles primeiros dentes se tornavam, maior razão não havia para esperar sua rápida substituição pelos atuais, sadios, regulares, belos e permanentes?” “É verdade, é verdade, não há como negar”, responde a mãe. “Então, madame, leve-o de volta pedimos-lhe respeitosamente, e espere até que, no curso agora veloz da natureza, perdendo essas manchas morais transitórias de que a senhora se queixa, no lugar delas despontem as virtudes sadias, regulares, belas e permanentes”.

 

A leitura desse texto me fez traçar analogia com o nosso alcaide de plantão.

 

Em sua primeira gestão (dentição) mostrou sua fragilidade, sua incapacidade de conduzir as coisas do Município. Ilustram a assertiva dois exemplos, públicos e notórios: a) a perda da Ilha Comprida e  b) sua improbidade, decretada pelo Poder Judiciário.

 

Aí, Iguape, como a “mãe” acatando recomendação do filósofo, mesmo sem ser ressarcida dos prejuízos causados pela primeira gestão (dentição) e esperando que despontassem virtudes sadias, regulares, belas e permanentes, deu-lhe uma segunda gestão (dentição), no claro propósito de matar os vírus e bactérias oriundos daquele período e na esperança de que, dali em diante, começasse a colher frutos sadios.

 

Mas, parece que os vírus e bactérias da nefasta primeira gestão (dentição) têm tentáculos maiores do que a pobre e querida Iguape (mãe) imaginava, pois, o que se vê, infelizmente, é repetição de velhos hábitos que nos tornam prisioneiros eternos dessa atmosfera cinzenta de vantajosas infringências éticas e morais.

 

Para não me alongar, ilustro o que digo citando, apenas, o valor pago pelos shows de aniversário da cidade.

 

Não é por acaso, enfim, a analogia entre dentição e gestão, tantas são as “mordidas” que sofre o nosso combalido erário.

 

Com isso, caros amigos, não há filosofia (ideologia, muito menos) que resista.



Escrito por Reinival Paiva às 19h36
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LAMBANÇA 2005

Iguape é uma festa. Uma lambança política e administrativa. Como recentemente afirmou a vice-prefeita, “a atual administração fez em um ano o que Iguape não fez nos últimos oito” – e só uma “pessoa iluminada” seria assim capaz. Com efeito. E só para a gente não se perder e acompanhar direitinho o que rola em termos de mancadas, absurdos, denúncias e processos contra o alcaide e sua tchurma, retomo o blog Cidadania Iguapense (dado que a Tribuna de Iguape com a minha coluna ‘Poucas e Boas’ só sai na terça-feira, dia 10 de janeiro) publicando o presente levantamento, rescaldo de 2005. Se você lembra de algo que não está aqui (afinal, a fila anda), mande já sua contribuição, que, além de muito bem-vinda, será prontamente acrescentada. No mais, não se esqueça, estamos apenas no primeiro ano da atual administração. Portanto, coragem!

 

- R$ 168.000,00 para a confecção, sem licitação, de 10 mil exemplares do livro “Conto, Canto e Encanto com a minha História... Iguape – Princesa do Litoral, Terra do Bom Jesus, Bonita por Natureza”.

 

- R$ 6.000,00 gastos na montagem do presépio de Natal na Praça da Basílica.

 

- R$ 15.000,00 pagos a canal fechado de TV para transmissão de luta de boxe.

 

- R$ 203.976,00 pagos à empresa Astros & Estrelas Com. Ltda. pelos shows de Teodoro e Sampaio e Charlie Brown Jr por ocasião do aniversário da cidade.

 

- R$ 36.000,00, que seriam ou foram, sacados do FUNDEF (verbas da Educação) para a festa ‘Prefeito Criança’, na frente da casa do alcaide.

 

- R$ 98.000,00 da Secretaria Estadual de Cultura, verba de destino incerto para o ‘Festival de Inverno’ de julho-agosto que não houve, por sua vez transferido para dezembro e que também não aconteceu.

 

- R$ 70.000,00 destinados a “diagnóstico de turismo” que, de tão óbvio, a Ilha Comprida, por exemplo, realiza com seus funcionários, e quando o diretor de turismo nem mesa e cadeira dispõe no paço municipal.

 

(cont...)



Escrito por Reinival Paiva às 11h19
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LAMBANÇA 2005

(cont...)

 

- Aumento da carga tributária: instituição da contribuição para custeio do serviço de iluminação pública; aumento do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza); mudança do IPTU via recadastramento e ampliação do perímetro urbano.

 

- Festa de Agosto: Parquinho de Diversões, licitação cancelada pela Justiça. Afastamento, por decisão judicial, do coordenador nomeado (e remunerado) para a Festa. Pagamento de um “plus” a alguns diretores da prefeitura por ocasião da Festa. Pedido de exoneração da Diretora de Finanças por conta da Festa.

 

- Pagamento com atraso aos funcionários que recebem mais de R$ 500,00, por mês.

 

- Publicação de atos oficiais da Prefeitura e Câmara por jornais de Registro, sem licitação.

 

- Quatro licitações (des)feitas na área do transporte coletivo, de modo a manter a empresa que opera “provisoriamente” há dez meses.

 

- Casas alugadas há cerca de um ano no bairro do Rocio (e declaradas imprópria pela Vigilância Sanitária) para o Programa Saúde da Família.

 

- Demissão, sem justa causa e, portanto, indenizada, de funcionária que desviou da empresa Bi-Municipal, R$ 12.000,00. A funcionária é parente do alcaide, corroborando a prática de nepotismo.

 

- Uso indevido de carros oficiais pela presidente da Câmara (turismo legislativo).  Promoção pessoal e política indevidas na imprensa pela presidente da Câmara, por ocasião da Festa de Agosto.

 



Escrito por Reinival Paiva às 11h18
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BARBÁRIE

Em caráter absolutamente extraordinário, interrompo o recesso imposto ao blog Cidadania Iguapense para reproduzir, com pesar e tristeza, notícia recém-divulgada pelo Portal Terra na internet, referente a acontecimento bárbaro verificado no município vizinho de Ilha Comprida. Voltarei a qualquer momento, assim se justificando (RP).

Músico é executado e enterrado em dunas em SP

Quinta, 5 de janeiro de 2006, 16h50 

 

O Corpo do músico Luiz Carlos Galvão Benfica, 55 anos, foi encontrado pela polícia nesta quinta-feira enterrado nas dunas no Balneário Araçá, em Ilha Comprida, no Vale do Ribeira Ribeira, litoral sul de São Paulo. Ele morava em Guarulhos e foi executado com três tiros na última segunda-feira. Três rapazes, entre 15 e 19 anos, foram presos e confessaram o crime.

A prisão ocorreu depois que o pai do adolescente envolvido no homicídio informou à polícia que o filho estava passeando em um carro suspeito, acompanhado de Romário dos Santos, 19 anos, e João José da Silva Júnior, 18 anos.

Segundo a Polícia Civil, os rapazes revelaram que invadiram a casa do músico, na noite da última segunda-feira, para roubar o veículo. Depois do assalto, eles teriam levado a vítima para as dunas e executado com três tiros (um na nuca e dois nas costas). Em seguida, cavaram um buraco e enterraram o corpo para não deixar pistas.

Em contato com os familiares, em Guarulhos, a polícia foi informada que o músico não telefonava desde segunda-feira. Benfica tinha uma casa de veraneio em Ilha Comprida e aproveitava o período de final de ano, como fazia sempre, de acordo com a polícia, para descansar.

Os três foram indiciados por roubo seguido de morte e ocultação de cadáver. Os adultos serão encaminhados à Cadeia Pública de Iguape. O adolescente vai para a Casa de Custódia do Menor Infrator, em Juquiá. A polícia informou que os três já tinham passagem.

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI821239-EI5030,00.html


Escrito por Reinival Paiva às 17h26
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