Cidadania Iguapense


PT: MATERIAL DE CAMPANHA

 

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Escrito por Reinival Paiva às 20h13
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Pela neT

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É verdade. Como sempre afirma o presidente Lula, desde 1500 o Brasil nunca teve outro governo igual a este!

 

Numa entrevista Lula fez a seguinte afirmativa: "No PT não há desonestos". Instigado pelo repórter se teria coragem de escrever o que disse, o presidente não teve dúvidas: "Mas é claro que escrevo, companheiro, me dá aqui sua caneta". E sapecou: "No PT não há DEZHONESTOS"!!!

 

Sabe quantos petistas são necessários para comprar um dossiê? Sete. São cinco para montar a operação e dois para guardar o dinheiro num quarto de hotel até a chegada da polícia.

 

Todo escândalo tem lá seu lado bom: o tal Jorge Lorenzetti, por exemplo, já recebeu três propostas de produtoras de cinema interessadas em comprar sua história para filmar “O churrasqueiro fiel”. Tem tudo para representar o país no Oscar 2007.

 

Receita de churrasco petista: em primeiro lugar, roubar uma vaca!

 

Definição do PT: um partido que começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos.

 

Em tempo de comparações com Getúlio Vargas, JK, João Goulart... O ator Paulo Betti matou a charada: temos o Presidente Bosta Nova!

 

Agora eu sei a razão pela qual o presidente nunca gostou de estudar: é para sempre dizer que não sabe nada.

 

Joãozinho é aluno de escola pública com cartilha, merenda, bolsa família e tudo. Um dia ele chegou todo contente na escola. A professora, vendo a alegria do menino, perguntou: "Joãozinho, por que tanta alegria?" E Joãozinho respondeu: "É que minha cachorrinha ganhou 8 cachorrinhos e todos são do PT". A professora ficou esfuziante e disse: "Que legal, Joãozinho. Que exemplo de civismo! Na próxima semana seremos visitados pelo nosso presidente e ele ficará contente em saber que até os seus cachorrinhos são do PT. Quando ele estiver aqui, você vem e conta, certo, Joãozinho?" Na outra semana, Lula visita a escola e, conforme o combinado, Joãozinho diz: "Seu presidente, sabe que minha cachorrinha ganhou 8 cachorrinhos e 4 são do PT?" A professora espantada pergunta: "Mas, Joãozinho, você havia me dito que eram 8 e todos do PT!" E responde o Joãozinho: - "Eram sim, professora, mas 4 já abriram os olhinhos".

 

Até o Lula, quando olha para as próprias mãos, vê os números 4 e 5.



Escrito por Reinival Paiva às 11h42
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PT: POLÍTICA DA DELINQÜÊNCIA

Como observa o jornalista Reinaldo Azevedo, a revista Veja chega às bancas com uma capa à altura dos tempos. Um emblema. Traz um Lula desenhado, com a faixa presidencial servindo de venda. E sem título. A imagem, rigorosamente, diz tudo. Restará para a história como símbolo dos quatro anos de um governo que fez de tudo, mas nada viu.

 

Tratando da delinqüência e métodos criminosos do PT, uma reportagem afirma: “Com seus métodos criminosos, o PT lançou o país em uma grave crise política. Às vésperas da eleição presidencial, o partido cometeu uma violência ao tentar influir nos resultados do pleito estadual paulista pela compra e divulgação de um dossiê falso sobre adversários. O crime foi descoberto. Pela proximidade dos seus autores confessos e dos suspeitos com a campanha de reeleição do presidente Lula e com a própria instituição da Presidência da República, as conseqüências legais podem ser severas. Entre os trágicos resultados potenciais do crime está até a impugnação da candidatura de Lula. Se isso vier a acontecer, o PT terá feito algo inédito em sua rica trajetória de delinqüências. O próprio partido de Lula terá conseguido impedir a manifestação da vontade popular dos brasileiros que, nas pesquisas, brindam o presidente-candidato com 50% das preferências de voto. Na terminologia do próprio Lula, o PT terá conseguido ‘melar’ as eleições. Que melancólica ironia!”

 

E mais à frente, apontando para o risco real de Lula perder mesmo o mandato se for reeleito: “(...) A lei é clara quando diz que, comprovado o uso de dinheiro ilícito na campanha, o candidato – ainda que já eleito – terá o seu diploma cassado. Em outras palavras: se Lula vencer as eleições e, depois de empossado, for considerado culpado pelo tribunal, perderá o mandato, assim como seu vice. Novas eleições serão convocadas e o petista ficará inelegível por três anos. Antes disso, há a possibilidade de recurso. Lula pode apelar para o Supremo Tribunal Federal alegando inconstitucionalidade na decisão do TSE. Caso o STF viesse a conceder o efeito suspensivo da sentença, não haveria novas eleições e o presidente continuaria no cargo, pelo menos até o julgamento do mérito do recurso – o que poderia levar anos. Lula, obviamente, também pode ser absolvido no processo do TSE. Mas, se eleito, assumirá um governo que dará a largada sob o peso de um monumental passivo ético – resultado da soma de escândalos que pontuaram toda a segunda metade do seu mandato. Para especialistas, esse desgaste terá reflexos diretos na governabilidade. "Com o PT em frangalhos para articular alianças na Câmara e no Senado, e a oposição acirrando o embate político, os ventos não estarão favoráveis para Lula como estiveram no primeiro mandato, quando ele conseguiu ampla maioria em votações importantes para o governo", analisa o cientista político Rubens Figueiredo. (...)”

 

Senha para ler a VEJA na internet: BARCARENA


Escrito por Reinival Paiva às 17h12
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CÂMARA DE IGUAPE: E TEM MAIS

Na oportunidade em que ofertou denúncia contra a presidente da Câmara de Iguape, vereadora Eleni das Graças Costa Szozda, pela prática de crime de peculato (conforme aqui publicado, em 16.09.2006), o promotor Alexandre de Palma Neto requereu ainda diversas diligências, visando ademais:

 

- a participação do Vereador Edson Roberto Estella em delito possivelmente idêntico ao ora denunciado contra a vereadora Eleni, por referência desta; e

 

- a apuração de eventual prática ddelito contra a honra do promotor Fábio Antônio Xavier de Moraes, hoje promotor de Justiça em Itararé, que teria sido praticado pela presidente da Câmara contra ele. 

 

Na seqüência à manifestação do promotor, publica-se o recebimento da denúncia pela Juíza de Direito Daniela Anholeto Valbão.

 

Leia aqui tudo na íntegra.

Escrito por Reinival Paiva às 08h05
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Autos nº 260/06 – 1a. Vara Judicial

MM. Juíza:

 

1. Ofereço denúncia em separado, em cinco laudas impressas no anverso, contra ELENI DAS GRAÇAS COSTA SZOZDA. (denúncia aqui publicada em 16.09.2006, RP).

 

2. Requeiro a vinda da F.A, de certidão do distribuidor e certidões do que nelas constar em nome da denunciada.

 

3. Requeiro a realização de perícia contábil e financeira na Câmara Municipal de Iguape, mormente em seus livros e registros, com a finalidade de precisar, ainda que por estimativa, o dano decorrente aos cofres públicos com as viagens ilegais realizadas a mando da denunciada pelos veículos e motoristas oficiais. Tal perícia, a meu ver, deverá abarcar quaisquer viagens feitas com os carros oficiais da Câmara que não em missão oficial a órgãos públicos (exceto Cadeias e Hospitais quando levados particulares juntamente), com a participação de vereadores, ou que não para levar funcionários para cursos ou para órgãos públicos de relacionamento direto da Câmara (tal como o Tribunal de Contas Estadual). Ante a complexidade e especificidade da perícia, opino seja ela requisitada ao Tribunal de Contas do Estado, instituição pública já costumeiramente responsável pela análise formal dos gastos públicos. No cálculo, a meu ver, deverão ser computados os gastos com combustível, manutenção do veículo, pagamento de pedágio, alimentação e remuneração dos motoristas. 

 

4. Requeiro a realização de perícia nos veículos automotores ilegalmente utilizados, tanto o ainda em poder da Câmara Municipal quanto o já transferido à Prefeitura, com a finalidade de avaliação de seu estado, quilometragem percorrida, vistoriando-se-o.

 

5. Requeiro a juntada aos autos de cópias das notas fiscais de compras dos referidos automóveis.

 

6. Considerando a menção incidental, nos autos, de eventual prática de idêntico delito pelo vereador Edson Roberto Estella, requeiro sejam extraídas cópias integrais dos autos e a requisição de instauração de inquérito policial para cabal apuração dos fatos.

 

7. Considerando a menção, pela denunciada, ainda que de forma insidiosa, da participação de Promotor de Justiça em seu crime (Dr. Antônio Xavier de Moraes, hoje 2º Promotor de Justiça de Itararé), o que, em tese, configura crime contra a honra dele (calúnia – Código Penal, art. 138, 141, II e 145, parágrafo único; crime no caso de ação penal de iniciativa pública condicionada à representação), requeiro a extração de cópias dos autos e sua remessa ao ofendido, para conhecimento e providências cabíveis.

 

Nestes termos, peço deferimento.

 

Iguape, 30 de agosto de 2006

 

Promotor de Justiça Alexandre de Palma Neto



Escrito por Reinival Paiva às 08h03
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Processo nº 150/2006 – 1a. Vara Criminal

1. RECEBO a denúncia de fls. 01-A/01-E, pois há indícios suficientes de autoria e de materialidade do delito.

 

2. CITE-SE e intime-se a ré ELENI DAS GRAÇAS COSTA SZOZDA, para interrogatório que designo para o dia 05 de março de 2007, às 15:30 horas.

 

3. Requisitem-se folha de antecedentes da acusada bem como certidões do que nela constar independentemente de novos requerimentos ou determinações.

 

4. Autorizo xerox de peças dos autos na forma das normas em vigor.

 

5. FORME-SE O APENSO DE CONTROLE DE ANTECEDENTES.

 

6. Oficie-se ao Cartório do Distribuidor desta Comarca de Iguape, solicitando o envio de certidão criminal, do que constar em nome da acusada.

 

7. Anote-se o recebimento da denúncia na autuação, distribuição e registro.

 

8. Fl. 251, itens 3; 4; 5; 6 e 7: Defiro, oficiando-se como requerido.

 

9. Nos termos do artigo 185 e seguintes do Código de Processo Penal, determino que se intime a acusada, para que no prazo de 10 dias constitua defensor.

 

Não possuindo condições de constituir, dentro do mesmo prazo, dirija-se à Casa do Advogado, a fim de se submeter à triagem para nomeação de um dativo.

 

Com a nomeação, proceda a serventia a intimação do mesmo, para o seu comparecimento na data ora designada.

 

10. Oficie-se ao Delegado de Polícia de Iguape, solicitando o formal indiciamento da acusada.

 

11. Registre-se.

 

12. Ciência ao Ministério Público.

 

Iguape, 05 de setembro de 2006

 

Juíza de Direito Daniela Anholeto Valbão


Escrito por Reinival Paiva às 08h01
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ELENI: PROMOTOR DENUNCIA, JUÍZA ACATA

 

A Justiça em Iguape acaba de receber e acatar denúncia formulada pelo Ministério Público local contra a presidente da Câmara Municipal, Eleni das Graças Costa Szozda, pela prática do delito de peculato, por diversas vezes. A presidente da Câmara sentará no banco dos réus no próximo dia 05 de março, para ser interrogada, conforme audiência marcada pela Juíza de Direito da Primeira Vara Criminal de Iguape.

 

A denúncia, firmada pelo promotor Alexandre de Palma Neto e recebida pela Juíza de Direito Daniela Anholeto Valbão, foi desencadeada em razão do “turismo legislativo” com os carros oficiais da Câmara que mencionei em páginas da Tribuna de Iguape e neste blog.

 

Segue a transcrição da denúncia na íntegra, esclarecedora dos fatos e auto-explicativa:

 

“Consta do incluso inquérito policial que, durante todo o ano de 2005, de forma continuada, na rua das Neves, nº 01, Centro, Câmara Municipal, no Município e Comarca de Iguape, ELENI DAS GRAÇAS COSTA SZOZDA, qualificada a fls. 186 dos autos, agindo na qualidade e em razão de ser funcionária pública (vereadora e Presidente da Câmara Municipal), desviou, em proveito alheio (passageiros de viagens abaixo especificados), dinheiro público, em quantia ainda não apurada, de que tinha a posse em razão do cargo, de propriedade do Município de Iguape e afetado ao uso da Câmara Municipal.

 

Segundo se apurou, ELENI é vereadora e Presidente da Câmara Municipal de Iguape. Agindo nessa qualidade, durante todo o ano de 2005, por inúmeras vezes e de forma continuada, abusando do poder administrativo que lhe é conferido sobre o patrimônio autônomo e sobre o quadro de servidores do Poder Legislativo Municipal, e com nítidos fins de favorecimento pessoal de particulares para a obtenção de ganhos político-partidários eleiçoeiros e promoção política pessoal, promoveu, usando bens e servidores públicos, veículos automotores da Edilidade ou do Município, viagens para diversas cidades, transportando pessoas para atendimento de seu exclusivo e individual interesse, sem nenhum ganho ou interesse público. Agindo desta maneira, desviou, em proveito alheio (os passageiros das viagens, pessoas indeterminadas e até indetermináveis), dinheiro público consistente no valor das viagens, diante dos combustível, carro e motoristas usados serem públicos, da Câmara Municipal.

 

Sua conduta foi reiterada por inúmeras vezes durante o ano e, para tal, ordenava aos motoristas do quadro da edilidade, a ela diretamente subordinados administrativamente, que cumprissem suas ordens de levar pessoas, que indicava diretamente, aos locais por elas desejados – os quais não tinham ligação nenhuma com as funções do Poder Legislativo ou mesmo do Estado lato sensu; o mesmo ocorrendo com as pessoas indevidamente beneficiadas.



Escrito por Reinival Paiva às 13h04
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cont.

Isso era feito pela denunciada após ser procurada pelas pessoas (em número indeterminado e indeterminável, tal a reiteração e a profusão da prática), que lhe relatavam suas dificuldades de locomoção para os mais diversos lugares e cidades e pediam ajuda na solução do “problema” pessoal (a viagem seria sempre para a solução de problemas pessoais particulares e privados). A denunciada, então, com a finalidade de praticar o mais abjeto assistencialismo político, e com a finalidade de nítida promoção pessoal, de natureza político-partidária e eleiçoeira, dizia aos populares que a procuravam que lhes iria ajudar, em seu nome prometendo a ajuda. Combinava com as pessoas o dia e o horário da saída da viagem, o local da partida, o local do destino e o horário ou data da volta. Em seguida, ordenava aos motoristas da Edilidade que ficassem à disposição de tais pessoas, usando do patrimônio (carros oficiais e combustível) e do quadro funcional do Poder Legislativo, levando-as da cidade de Iguape aos destinos desejados, depois aqui os trazendo de volta, após o “passeio”.

 

As viagens foram feitas, a mando direto e pessoal, verbal, da denunciada, pelos motoristas da Edilidade Élcio Moreira de Souza e Eduardo Hifumi Tanaka.

 

Foram realizadas e promovidas viagens, a mando e com autorização expressa da denunciada, para diversos Municípios, do Estado e de outros Estados. São Paulo, Capital, era a cidade com maior freqüência de destino. Pessoas foram levadas, também, a Jaú, Sorocaba, Santos, Salto de Pirapora, Guarujá, Bragança Paulista, Presidente Prudente, Bauru, Curitiba (PR), Registro, Pariquera-Açu, Praia Grande.

 

Para tais destinos, passageiros comuns, pessoas do povo que procuravam a denunciada e eram por ela atendidos por puro assistencialismo com fim eleiçoeiro, que não tinham nenhuma vinculação com o Poder Legislativo e nem com o Município (seus afins, quadros ou o que quer que seja), eram levados para as mais diversas finalidades: desde meros passeios turísticos, a viagens de visitas a parentes, a presos (!), ou a encaminhar doentes ou pacientes sem dificuldade de locomoção a hospitais e clínicas (em consultas de rotina ou internações sem urgência ou emergência). A mando da denunciada, os motoristas da Casa, inclusive, chegaram a levar pessoas para renovar sua carteira de habilitação para veículos automotores, para fazer perícia médica de fins previdenciários, para transportar uniformes, para transportar alimentos e, pasmem (!), para serem feitas compras pessoais.

 

A mando da denunciada, os motoristas da Câmara levaram pessoas para serem internadas em hospitais, manicômios, clínicas de dependentes químicos (toxicômanos), para visitarem parentes presos (!), e para, muitas vezes depois das consultas em hospitais da Capital (Hospital do Servidor Público, Hospital das Clínicas, Santa Casa de Misericórdia, Hospital “Dante Pazzaneze”, Hospital “Pérola Byington”, AACD, Hospital São Paulo, Hospital SEMA, Hospital “Darci Vargas”, Hospital Santo Amaro), fazerem compras em centros comerciais (bairro do Brás da Capital, imediações da rua Santa Ifigênia, rua Vinte e Cinco de Março, etc.). Pessoas foram levadas, inclusive, para o “Poupatempo”, na Capital paulista, para a confecção imediata de documentos pessoais, ou para a realização de cursos pessoais na Polícia Militar ou no Corpo de Bombeiros.



Escrito por Reinival Paiva às 12h53
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cont.

A própria denunciada chegou a usar o veículo e o motorista oficiais para fazer compras na rua Vinte e Cinco de Março, na Capital paulista!

 

Todas viagens mencionadas eram feitas pelos motoristas dos quadros da Edilidade, a mando da denunciada, com uso de carros oficiais, componentes da frota da Edilidade, e com uso de dinheiro público para pagamento de todas as despesas decorrentes (combustível dos automóveis, alimentação dos motoristas, remuneração dos motoristas – por meio de seu salário). Os motoristas da Câmara, inclusive, tinham direitos funcionais e trabalhistas prejudicados pela atitude da denunciada, que os fazia ficar à sua disposição, para a realização de tais torpes empreitadas, além da jornada diária ou semanal de trabalho, sem pagamento de horas extras ou observância de descanso obrigatório intra ou inter jornada. A denunciada, ademais, não pagava horas extras aos motoristas porque sabia da facilidade de detecção da ilegalidade da prática pelo sistema de controle externo financeiro e contábil do Poder (Tribunal de Contas do Estado), acaso o fizesse.

 

O descalabro foi tanto que, a mando da denunciada, um aparelho telefônico celular, de propriedade da Edilidade, ficava em mãos do motorista responsável pelo transporte. Assim que os passageiros terminavam seus afazeres pessoais no destino, ligavam (muitas vezes a cobrar) para o aparelho, pedindo que eles fossem buscados.

 

Os motoristas da Edilidade, quando em descanso, eram acionados pela Presidente da Câmara através do telefone celular da Casa, que ficava em poder deles para atenderem, em casos “urgentes” ou “excepcionais”, os “clientes” da denunciada.

 

Há ação civil pública em curso, contra a denunciada, em relação aos mesmos fatos e para condená-la nas sanções decorrentes da improbidade administrativa e na reparação dos danos ao patrimônio público (Autos nº 131/06 da 1ª Vara Cível local).

 

Ante o exposto, DENUNCIO, a Vossa Excelência, ELENI DAS GRAÇAS COSTA SZOZDA, qualificada a fls. 186 dos autos, como incursa no art. 312, caput, c.c. art. 327 e § 2º, por diversas vezes, na forma do art. 71, todos do Código Penal; requerendo que, depois de recebida e autuada esta, seja instaurada ação penal, nos termos dos arts. 394/405 e 498/502 do Código de Processo Peal, rito ordinário do Juízo singular para os crimes apenados com reclusão, sendo a denunciada citada e interrogada, ouvindo-se as testemunhas abaixo arroladas e prosseguindo-se até final condenação.”

 

Iguape, 30 de agosto de 2006

 

Alexandre de Palma Neto

Promotor de Justiça

 



Escrito por Reinival Paiva às 12h52
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É ISSO AÍ

Pronunciamento do Senador Jefferson Peres (PDT-AM), realizado em 30.08.2006, no plenário do Senado Federal:

“Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esta Tribuna para manifestar o meu desalento com a vida pública deste País. Gostaria de estar aqui discutindo (...) a respeito das riquezas naturais do Brasil (...) e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País. (...) poderíamos não ter um barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das potências mundiais em termos de desenvolvimento. O Japão não tem nada. Não tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada disso (...) e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico, mas também humano. O que está faltando mesmo a este País e sempre faltou é uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.

 

Vejam que País é este. Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque estamos em recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado. Estamos aqui no faz-de-conta. Como disse o Ministro Marco Aurélio (STF), este é o País do faz-de-conta.

 

Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente, como o é, um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu neste País e este Presidente está marchando para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão, ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo. Então, votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não, parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte. Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado. Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância.

 

Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada! Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas! Um compositor dizer que ‘política é isso mesmo, fez o que deveria fazer’, o outro dizer que ‘política é meter a mão na merda’! Um artista, em qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte dela, é o povo conivente com isso. E pior, pior ainda: os artistas estão fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários – isso é a putrefação moral deste País –, e o povo vai reconduzir o Presidente porque ‘política é isso mesmo’. 



Escrito por Reinival Paiva às 14h46
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cont.

Tenho quatro anos de Senado. Não me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o mandato que o povo do Amazonas me deu, não vou silenciar. Ele pode ser eleito com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo destituído. O que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade popular, mas não sem o sentimento de profunda indignação. A classe política já nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo.

 

Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual já participei. Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro, com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria, infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca vi. O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo. Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria justificativa dizer que não vou fazer mais nada.

 

Vou cumprir rigorosamente o meu dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar, não! Um País que tem um Congresso desse, que tem uma classe política dessa, que tem um povo... Dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da população que compactua com isso, é lamentável. E que sabe, não é por desinformação, não. E não é só o povão, não. É parte da elite, inclusive intelectual. Compactuam com isso é porque são iguais, se não piores.

 

Vou continuar nessa vida pública? Para quê? Para mim, chega!

 

Vou continuar pelejando pelos jornais e por todos os meios possíveis, mas como ator na vida política e na vida pública deste País, depois de 2010, não quero mais!

 

Elejam quem vocês quiserem! Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República – ele não vai com o meu voto mas, se quiserem, façam-no. O meu desalento é profundo. Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal.

 

Infelizmente, eu gostaria de estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou não votos, "pouco me importa”. Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado com ela.

 

Muito obrigado, Sr. Presidente”.


Escrito por Reinival Paiva às 14h40
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ALCAIDE IDENTIFICA OS “NEGOS BOBOS”

O alcaide provisório de Iguape (sim, ele é provisório, uma vez que mantido por força de liminar judicial, ainda não julgada quanto ao mérito), esclareceu perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo acerca do “nego bobo” a que se referiu em discurso na Câmara Municipal de Iguape, conforme aqui postado em 07 de junho de 2006, quarta-feira, sob o título “Nego vai ter que se explicar”.

 

A explicação do alcaide decorre de pedido por mim formulado, na medida em que, para além de referir-se a um vago “nego bobo”, acusava esse tal saci abilolado de ser seu “perseguidor na internet”.

 

Ora, mantenho este blog na internet, faço críticas públicas e assinadas, enquanto a ofensa do alcaide não tinha direção certa (aliás, como a administração dele). Daí que busquei saber a quem o alcaide finalmente se dirigia.

 

Pois bem, nas explicações oficiais prestadas ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o alcaide afirma que a expressão “nego bobo” por ele utilizada não teve como alvo pessoa específica, e muito menos foi dirigida a minha pessoa.

 

Segundo ele, a expressão foi usada como um desabafo, “para referir-se às pessoas que, longe de fazer críticas ao seu governo, utilizam-se das facilidades trazidas pela internet para ofendê-lo publicamente”.

 

E conclui: “Assim, quando sob a forma de um desabafo o Requerido (o alcaide) se dirigiu às pessoas que escrevem a seu respeito na internet como ‘nego bobo’, o fez em alusão às tantas que anonimamente o ofendem, principalmente no referido site de relacionamento (orkut)”.

 

Portanto, fica assim: para o alcaide, “nego bobo” são os anônimos do orkut.

 

E eles que são brancos que se entendam



Escrito por Reinival Paiva às 18h47
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POUCAS & BOAS

A Tribuna de Iguape, edição de setembro, está nas bancas. Segue minha coluna:

 

Eleições – 1º de outubro está aí: “Diga não à reeleição, troque ao menos o ladrão!”

 

Pobre Vale!... (1) – Lamentáveis as “propostas” para a nossa região dos candidatos ao Governo do Estado, “apresentadas” em programa eleitoral de TV: entre a ignorância completa e o trivial simples. Inexistimos para os candidatos até enquanto eleitores, a ponto de não se preocuparem nem mesmo em mentir para nós, como fazem em relação a todo o mundo. Simplesmente nos ignoram. E como no ditado, ninguém se decepcionará esperando pelo pior.

 

Pobre Vale!... (2) – E o que dizer da temporada de caça ao voto em Iguape? Na lufa-lufa pelo acabrestamento do eleitor, ainda há aqueles dentre nós que saúdam candidatos desconhecidos, verdadeiros alpinistas, autênticas aves de arribação, com faixas como vista na entrada da cidade: “Iguape agradece a visita honrosa de...”. Peraí, como assim? Iguape quem, cara pálida?! Agradece?! Honrosa?! Como dizia o velho hebdomadário humorístico O Pasquim, “dá licença que eu vou vomitar!”

 

Museu de Arte Sacra – Digno de elogios o Museu de Arte Sacra instalado na antiga Igreja do Rosário. Bonito, de bom gosto e, muito importante, reunindo um acervo tão valioso quanto surpreendente. Acervo até então relegado ao mais completo descaso e criminoso abandono. A despeito da névoa que paira sobre o desaparecimento de peças, fato noticiado pela grande imprensa e que precisa ser esclarecido e a população informada, Iguape ganhou. E não foi pouco.

 

Valo Grande (1) – Ao Jornal da Tribuna o alcaide afirmou que busca recursos apenas para reparar os danos ocorridos no fatídico 27 de julho, sem se manifestar sobre o fechamento efetivo e responsável da barragem do Valo Grande. Quer dizer, enquanto alguns matreiramente teimam em discutir sobre de quem é a responsabilidade pela tragédia, chegando os malabaristas até ao Governo Federal, via Ibama (entenderam, ?), o responsável de fato, o Governo Municipal, parece permanecer em sua omissão olímpica, vendo o tempo passar sem nada propor e cobrar das demais esferas governamentais, para além da ajuda emergencial e obrigatória (e sempre insuficiente) devida às famílias desabrigadas.

 

Valo Grande (2) – E a coisa toda é muito pior do que se pode imaginar em termos de omissão do Governo Municipal, e por duas administrações. Em maio de 2005, 14 meses antes da tragédia, o vereador Marquinhos apresentou na Câmara Municipal o Requerimento de nº 017/05, em que identificava o problema e cobrava da Secretaria Estadual de Energia e Recursos Hídricos providências, recebendo uma resposta tipo assim “enrolativa”. Bem antes ainda, um morador do Valo Grande afirma haver procurado a administração Cabral e alertado o próprio do problema, que lá esteve com assessores. E nenhuma providência foi tomada ou encaminhada até a data dos fatos, decorridos cerca de 3,5 anos, sendo 1,5 ano referente à atual administração. Ou seja, do capitão ao coronel nada foi feito.



Escrito por Reinival Paiva às 09h55
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Valo Grande (3) – Enquanto isso, o serviço meia-boca de urgência que mal se iniciou já se encerrou, totalmente mambembe e inteiramente insustentável, leva-nos a acreditar que tem mesmo razão o “otimista” que concluiu que já estamos prontos e a postos para uma nova tragédia.

 

Só sei que nada sei – Que estranhos miasmas afinal impedem a festeira administração municipal de exercitar sua especialidade maior, que é soltar fogos, na inauguração dos imóveis destinados ao Programa Saúde da Família no Rocio? São quase dois anos dessa novela, para quem já não lembra. Os contratos de locação, inclusive, e conforme publicação, foram renovados recentemente. Segundo se comenta, ora uma equipe conta com enfermeiros mas não com médico; ora em um posto há possibilidade de atendimento mas não há registro oficial da unidade; ora falta água por atrasos no pagamento de contas da parte ainda do proprietário. Enfim, ora isso, ora aquilo. E nem os postos e nem saúde e nem informação.

 

Festa de Agosto (1) – A Festa de Agosto só veio comprovar o que já se sabia, mas não custa reafirmar: o tal Departamento de Trânsito municipal existe apenas e tão somente para satisfazer a sanha arrecadadora da Prefeitura, sem nenhuma contrapartida em serviços. Face a desorganização, com a ausência de orientação e sinalização, reinou o caos na cidade. Mas tudo bem. A Festa de Agosto é uma novidade em Iguape, criada que foi pela atual administração, como todos sabem e reconhecem, de modo que há muito tempo ainda para seu aperfeiçoamento.

 

Festa de Agosto (2) – Segundo divulgado pela Prefeitura nos jornais da região, cerca de 800 veículos deram entrada na cidade, entre ônibus, micros e vans. Todos, portanto, obrigados ao pagamento da taxa instituída. Pois bem. Será que chegaremos a saber quanto foi arrecadado? E multas, quantas foram aplicadas? E as barracas, quantas de fato alugadas? As dúvidas são muitas. E pensar que, decerto por sobrecarga de trabalho e falta de tempo, a atual administração ainda não apresentou a prestação de contas definitiva da Festa de Agosto do ano passado!

 

Festa de Agosto (3) – Autor da máxima antológica: “para governar Iguape não precisa ser inteligente”, o alcaide resolveu se superar. Alertado acerca da grita dos que ameaçavam não retornar a Iguape diante da desorganização imperante, trânsito caótico, taxas exorbitantes etc, o exímio frasista saiu-se com mais esta: “Não venham. É só para deixar lixo mesmo!”

Vou te contar - A Embrapa desenvolveu um meio de fazer compensado com embaúba, árvore conhecida nossa, característica da Mata Atlântica e também da Amazônia. Entre colunas, uma “praga” que cresce a três por quatro e, até agora pelo menos, sem qualquer valor econômico. Pois anotem aí: logo, logo começa a faltar embaúba por aqui. Porque em Iguape é assim: se a gente comprar um anão ele começa a crescer; se comprar um gigante ele encolhe.

É isso. Mês que vem tem mais.



Escrito por Reinival Paiva às 09h54
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GRAAANNNDE MILLÔR

“É tamanho o descaso da cidadania (?) pela eleição atual que só existe uma forma de fazer o cidadão voltar a se interessar pela eleição: dar vinte anos de cadeia ao primeiro colocado.”

Escrito por Reinival Paiva às 12h26
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